As voltas tantas que a vida dá me levaram para perto e para longe do jornalista Pedro Alexandre Sanches. Nunca estive com ele pessoalmente, mas ele tem responsabilidade por muita coisa na minha vida. Por este blog, por exemplo.
Há uns quatro anos, mais ou menos, assisti a uma entrevista dele no extinto programa "Saca Rolha", do Canal 21, que era apresentado por Marcelo Tas, Mariana Weickert e Lobão. Foi lá que fiquei sabendo do blog do Pedro, e no dia seguinte, comecei a acessá-lo.
Virou hábito diário. Sua caixa de comentários, em fundo vermelho, com letras brancas, ficou conhecida entre seus frequentadores como "janelinha vermelha". Rapaz, como eu li, escrevi, refleti, aprendi, divergi, convergi naquele espaço!
Conheci blogueiros de lugares e propostas tão diversas entre si: Idelber Avelar, professor em New Orleans, extraordinário conhecedor das letras que, do alto de sua humildade, parece preferir ser conhecido como o maior atleticano do planeta, Henrique Bartch, adorável biógrafo da minha adorada Rita Lee, Marcia Bechara, a multitarefas que se desdobra no jornalismo, na literatura, nas artes cênicas (e, last but not least, no cuidado de seus cachorros), Milton Ribeiro, craque da pena do Sul do país, Márcia W., enviando suas good vibrations e visão diferente do mundo, lá da Holanda, Vange Leonel, com seu texto ótimo e afiadíssimo e pontos de vista tão ricos.
Tudo lá, na janelinha vermelha do Pedro, ou PAS, sigla que o marcou desde os tempos da Folha, quando eu já era sua leitora. De tanto escrever na janelinha vermelha, percebi o óbvio - que eu também deveria criar meu próprio blog. Em seus comentários, Pedro vez por outra me incentivava a isso. Criei o espaço em janeiro de 2006 e cá estamos.
Pedro é, sem exagero nenhum, um dos jornalistas que mais influenciaram minha forma de pensar - o jornalismo, o mundo, a vida. Se eu me restringir ao tema música, no qual ele militou com mais frequência nestes últimos anos, daí então eu diria que Pedro é um dos dois jornalistas que mais me influenciaram na vida - o outro é Zuza Homem de Mello.
Ler Pedro e depois, com o blog, debater com ele e com seus leitores, foi abrir uma janela na mente. Revi conceitos - música boa é só a que eu gosto? artista bom é só o que estudou com o Kolreuter? o que é brega? - derrubei preconceitos (ou, honestamente, vou tentanto derrubá-los, mas pelo menos já os detecto no meu discurso, o que não é tudo, mas já é algo).
Nos últimos anos, outro hábito recorrente: esperar pela matéria do Pedro na revista Carta Capital. O melhor, normalmente, vinha depois: no blog, Pedro generosamente lançava mão da íntegra da matéria, em versão sem os cortes necessários para "fazer caber" o texto nas páginas impressas.
A novidade dos últimos dias: Pedro saiu da Carta Capital. Pena. Perdi uma parte do ritual, mas estou feliz por ele. Há doze anos, tenho a sorte de viver solta, sem emprego, sem patrão. Tem suas desvantagens, mas há muito a celebrar. Trabalhar por conta própria é como virar adulto e não precisar mais dar conta do que vai comer para a mãe. Se quiser comer onze biscoitos antes do almoço e estragar meu apetite, eu posso, sou adulta, sei que não corro o risco de perder todos os meus apetites. Atrás de um, sempre vem outro.*
Assim é a vida fora da redação, Pedro. Fazer o que quiser é muito bom. Curta!
(*sim, isto é uma citação mundana do seriado "Seinfeld")
Thursday, May 28, 2009
Wednesday, May 27, 2009
Button no túnel do tempo

Há pouco menos de quatro anos, no auge das discussões sobre o "Mensalão", escrevi a coluna abaixo no GPTotal. O personagem principal, vejam só, era Jenson Button. Mas não o Button piloto, habilidoso. O Button dos bastidores, que guerreava na Justiça para poder pilotar para a Williams, e depois para não pilotar mais.
Convido os leitores a ler esta coluna e a refletir, quatro anos passados, sobre algumas questões por ela levantadas.
Adianto que, mesmo distante das discussões sobre ética, tão em moda na época do "Mensalão", continuo pensando como naquela época. E adianto mais uma conclusão minha: Button talvez não imaginasse que sua batalha para ficar na então BAR seria a senha para ele se tornar campeão tanto tempo depois.
Divirtam-se!
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A ética segundo Jenson Button
Talvez seja só fruto do desencanto. Ou porque muito se tem falado de ética ultimamente. Vai ver estamos todos desiludidos, achando que está tudo errado e nunca terá jeito. Mas, lembrando do passado recente, vejo-me tentada, no final de 2004, a escrever sobre Jenson Button. Não o fiz porque o enfoque não era Button como piloto, mas uma circunstância extra-pista, deixei para lá. Ele, agora, volta à carga. E talvez porque todos estejamos indignados, refletindo e dados a desabafos, acho que inglês Button cabe no contexto e chamo a discussão sobre a ética, a ética na Fórmula 1.
Button assinou contrato com a Williams em 2004, estando preso por outro compromisso à BAR até o final de 2005. O piloto e a nova equipe queriam passar por cima do atual empregador, efetivando a troca de time já neste ano. Chegaram a anunciar a mudança, a BAR quis valer seus direitos e a troca de argumentos e interpretações terminou na Justiça. Ganho de causa para a BAR, que manteve o piloto.
A briga do inglês com a BAR foi pública. Ele trocou acusações e insultos com o então chefe do time, David Richards. Mas, como decisão de juiz não se discute, Button reintegrou-se à equipe. Foi nesse momento do contencioso, no ano passado, que me assanhei a escrever sobre a ética segundo Jenson Button. Naquele momento, saltou-me aos olhos a naturalidade com que o piloto e a BAR deram continuidade às suas relações. Insatisfação, rompimento, brechas legais, ações judiciais, uma briga! E, no fim da conversa, Button ficou na equipe e até parecia bem contente. Deve ter contribuído, no armistício, a saída do desafeto Richards da BAR.
Mas, na minha visão algo provinciana e muito idealista do mundo e das relações humanas, essa naturalidade soou estranha. Imaginei-me naquela circunstância em um ambiente profissional, e não consegui absorver a perspectiva de continuar trabalhando em uma empresa contra a qual eu tivesse uma contenda. Coloquei-me na pele do empregador e tive certeza de que não gostaria de ter, em meus quadros, um colaborador insatisfeito que foi à Justiça para não trabalhar mais para mim.
Essa, admito, é a visão de uma pessoa idealista. É claro que acima das convicções pessoais está o interesse financeiro que rege o negócio, e a Fórmula 1, emoldurada como esporte, é na essência um grande negócio. Button deve ser gente boa, tem cara disso, pelo menos. Mas, como todo grande jogador ou aspirante a tal, eventualmente deve dobrar-se às circunstâncias e ir contra seus sentimentos mais íntimos. No fundo, ele queria ir para a Williams. No fundo, deveria estar constrangido por ter de ficar. Na prática, não há nobreza de sentimentos que vença os argumentos dos contratos e o veredicto dos tribunais.
Mas eis que a temporada de 2005 consolida-se como um grande e retumbante fracasso para a Williams. Na pista e nos negócios, a Williams vai mal, conseguindo pódio em Mônaco – a sempre imprevisível Mônaco – mas patinando no resto do mundo. Pior que o presente é a perspectiva de futuro, diante da ruptura com a BMW e a longínqua perspectiva de ter motores Toyota em 2007. Até lá, vai de Cosworth, vislumbrando uma temporada cumpre-tabela.
Não que Button e a BAR estejam em situação muito melhor. A equipe levou suspensão por duas corridas, abandonou qualquer aspiração ao título logo no começo do campeonato, por conta desse gancho. Mas a perspectiva da BAR – praticamente o braço esportivo da Honda – é muito mais alvissareira que a da Williams. Livre em 2006, Button pode concretizar o sonho de correr para a equipe de Frank. Pode, mas não deve ir. “Ser campeão vale mais do que ganhar muito dinheiro”, disse o inglês recentemente, explicando porque deve ficar onde já está.
A lógica é irrefutável: assumir o compromisso com a Williams certamente fará com que o inglês encha os bolsos de libras esterlinas, mas não lhe dará a mais remota chance de ser campeão. A Williams, que já subiu e desceu a montanha russa da Fórmula 1 por diversas vezes, parece ter encontrado o caminho definitivo da ladeira abaixo. Button, tido e mantido como potencial campeão nas últimas temporadas, começa a ver sua carreira entrar na zona perigosa da estagnação. Ou realiza as previsões logo ou se torna um piloto comum, entre tantas promessas que viraram fumaça depois de causar furor em suas primeiras aparições.
O limiar entre um campeão e um piloto comum não está necessariamente na habilidade ao volante, mas nas decisões acertadas. Quem viu o francês Jean Alesi desafiar Ayrton Senna no GP dos Estados Unidos de 1990 não pode duvidar de sua capacidade técnica. Alesi, no entanto, virou um piloto comum ao dar um mau passo na carreira: em vez de ir para a Williams, preferiu o caminho da Ferrari. Histórias como essa devem povoar a mente de Button quando ele se vê diante da encruzilhada de sua vida. Ir para a Williams – e manter o compromisso firmado – provavelmente vai lhe custar a carreira. É jovem, tem talento, quer vencer, rasguem-se os papéis. Quem pode culpá-lo?
Em um determinado momento de sua carreira, Button quis anular seu compromisso com a BAR. Agora, é a palavra dada à Williams que se desmancha no ar. Na essência das duas atitudes, o desejo de ganhar – dinheiro e títulos. Pela glória e pela grana, é isso que rege o mundo, por que esperar algo diferente na Fórmula 1? Como atacar um jovem piloto que se forjou esportista de elite ouvindo preceitos como “o segundo colocado é o primeiro entre os perdedores”?
Criamos nossos jovens repetindo, em casa ou nas universidades, que o importante é vencer. O bom executivo é um “rolo compressor”. O atacante que faz muitos gols é um “matador”. O competente, em qualquer área, é “fera”. Aquele que passa por cima, mata ou ataca suas presas é o vencedor. Como esperar o cumprimento da palavra dada, se isso contrasta tanto com a definição própria do conceito de vencedor, aquele que tudo pode, que não tem limites?
Sunday, May 24, 2009
Quem ri por último

Mônaco e Indianápolis no mesmo domingo. Tem sido comum a coincidência e, sinceramente, haja traseiro para aguentar tanto sofá. Quase duas horas de Fórmula 1 pela manhã e mais de três horas de Indy à tarde... Neste 2009, outra coincidência: as duas provas consagraram dois pilotos considerados, em momentos diferentes, cartas fora do baralho.
Button, cinco vitórias em seis corridas na atual temporada da Fórmula 1, parecia caminhar, até o ano passado, pela mesma trilha que levou várias ex-promessas da categoria à frustração permanente. No GP do Brasil do ano passado, seu combalido Honda pegou fogo ao final da prova. Seu pai, o já folclórico John Button, teria dito, entre jocoso e resignado: "Deixa queimar essa m...".
Se, naquele momento, alguém dissesse que Button teria o desempenho arrasador deste ano, a bordo de um carro da Brawn GP, o interlocutor perguntaria: "O que é Brawn GP?". Se soubesse que Brawn GP seria a sucessora da Honda, a incredulidade poderia dar lugar ao deboche.
Enquanto os supostos oponentes da Brawn se revezam (Red Bull, Toyota, agora Ferrari), a equipe de Button e Barrichello vai somando pontos. Uma lavada no Mundial de Construtores (86 pontos da Brawn contra 41 da Red Bull, 26,5 da Toyota e 17 da Ferrari). Ainda faltam onze corridas, mas nada, por enquanto, faz pensar que a Brawn possa ser ameaçada. E, Button, cinco em seis, deve rir por último bem antes do fim do campeonato.
Poucas horas depois da consagração de Button em Monte Carlo, o brasileiro Helio Castroneves viveu uma virada histórica. 37 dias após ser julgado inocente das acusações de sonegação de impostos nos Estados Unidos, Helinho venceu as 500 Milhas de Indianápolis pela terceira vez em sua carreira. Subiu no alambrado, como nas primeiras vezes, o que lhe rendeu o apelido de Homem Aranha, bebeu o tradicional leite da vitória (tenho certo nojinho dessa cena recorrente), e desabou no carro, chorando. Para quem já era dado como presidiário, por grande parte da imprensa, com a perspectiva de cumprir 35 anos no xadrez, foi mais que uma vitória. Foi uma verdadeira redenção.
Victor Martins fez uma excelente cobertura das 500 Milhas deste ano. Vale a pena visitar o blog do jovem repórter. As fotos deste post são de duas feras das lentes brasileiras. A de Button, do Luca Bassani. A de Helinho, do Beto Issa.
Thursday, May 14, 2009
A versão

Alguns posts atrás, comentei que a gravação original de "Sobre todas as coisas", com Gilberto Gil, era pior que a regravação de Zizi Possi. É o que eu acho mas, sei lá, falar mal de Gil é coisa que dói no coração. Então, dia desses, ouvi no rádio novamente a versão que o ex-ministro fez para "I just called to say I love you", de Stevie Wonder. Traduziu, literalmente, para "Só chamei porque te amo".
Boy, que bela versão!
A música de Stevie Wonder é praticamente uma "list song", aquelas músicas que vão listando objetos, cenários, situações, para definir personagens, sentimentos. "These foolish things", exemplo clássico de "list song". "Meu bem, meu mal", exemplo brasileiro de "list song". Stevie Wonder listou um monte de situações que poderiam justificar uma ligação pelo telefone. Ano novo, primeiro dia da primavera, Halloween, negando-as todas, para afirmar que só ligou para dizer "eu te amo".
Gil respeitou o sentido original da canção, traduzindo-a literalmente em alguns trechos, como no refrão, e "tropicalizando-a" em outros, como na citação das festas de São João, no lugar do Halloween.
Houve um tempo em que versões eram muito frequentes na música brasileira. Talvez a fase mais profícua nessa prática tenha sido a Jovem Guarda, que brindou o público com uma série de traduções de músicas dos Beatles, por exemplo. Beatles, aliás, é coisa que não se verte hoje assim, ao bel prazer. Quando gravou um CD só com músicas dos Beatles, Rita Lee descobriu que só poderia gravar letras em português para as músicas dos Fab4 se a letra traduzida respeitasse o sentido da obra original, segundo regras estabelecidas pelos atuais detentores dos direitos autorais. Por isso, acabou gravando várias delas em inglês mesmo e só verteu algumas poucas, como "Tudo por amor" (ótima versão de "Can´t buy me love") e "Minha vida" ("In my life").

Gil seguiu essa mesma linha ao fazer a versão de "I just called to say I love you". Alguns trechos das letras, primeiro a original, seguida da versão de Gil:
No new years’s day
To celebrate
No chocolate covered candy hearts to give away
No first of spring
No song to sing
In fact here’s just another ordinary day
No april rain
No flowers bloom
No wedding saturday within the month of june
But what it is
Is something true
Made up of these three words that I must say to you
Não é Natal
Nem ano bom
Nem um sinal no céu
Nenhum armagedom
Nenhuma data especial
Nenhum ET brincando aqui
No meu quintal
Nada de mais
Nada de mal
Ninguém comigo
Além da solidão
Nem mesmo um verso original
Pra te dizer
E começar uma canção
E você, lembra de boas versões feitas para o português? Ou você é do tipo que tem aversão a versão?
Sunday, May 10, 2009
Plano B, Piloto 1B

GP da Espanha, Circuito de Montmeló, Catalunha. Rubens Barrichello faz uma largada perfeita e assume a liderança da corrida. Liderava folgado quando seu engenheiro lhe diz, pelo rádio: "Você ainda tem mais cinco ou seis voltas na liderança."
No ar, pelas rádios Bandeirantes/Band News FM, acusei minha estranheza. "Será que a equipe está dizendo para ele aproveitar enquanto é líder, por já imaginar que Button assumirá a ponta depois?". Primeiro pit stop, Barrichello faz uma parada ultra rápida, três segundos a menos que a parada de Button. A equipe foi mais esperta com Rubens do que na parada de Jenson? Não, naturalmente. A equipe colocou menos combustível no carro de Barrichello, sugerindo que ele faria uma parada a mais que o companheiro de equipe.
Depois da corrida, o boss Ross Brawn revelou que a estratégia escolhida pela equipe, antes da prova, era de três paradas, e que Button teria mudado para duas paradas - o Plano B da Brawn - já com a corrida rolando. As palavras de Barrichello também confirmaram o acerto prévio, e a mudança:
"Achei que a corrida estava ganha na primeira curva. Quando a equipe me falou que o Jenson havia mudado a estratégia, teria de acelerar muito".
E mais:
"O terceiro jogo de pneus não tinha o mesmo rendimento, mas mantive tudo o que tinha de manter, e não foi o suficiente. Preciso bater palmas para a vitória dele (Button). Hoje foi mais a gente perdendo do que ele ganhando", explicou.
O que concluo do episódio: a equipe resolveu mudar a estratégia de Button depois que ele perdeu a liderança na largada e da entrada do safety car na pista, percebendo que a estratégia inicial já não era a mais eficiente. E resolveu jogar com duas opções, uma para cada piloto. Afinal, se acontecesse mais algum acidente e houvesse a necessidade de mais um safety car, Barrichello poderia ter se beneficiado com a estratégia de três pits stops. Para a Brawn, era garantir a vitória para o time, com um ou com outro piloto.
Depois da corrida, Barrichello estranhou a troca de estratégia do companheiro de equipe e disse que pediria explicações ao time. Ross Brawn talvez diga a ele o que disse à BBC: que esperava melhor desempenho de Rubens em seu segundo trecho, abrindo maior distância do que conseguiu...
É cedo, faltam doze corridas para acabar a temporada, mas a sensação de que Barrichello de novo ostenta a condição de segundo piloto ficou ainda mais forte depois da prova da Espanha. Segundo, não, desculpem. 1B, como ele gosta.
A foto deste post é do fotógrafo Luca Bassani, do Tazio.
Friday, May 08, 2009
Fase de crescimento


Dois personagens que estiveram muito na mídia nos últimos dias. De um lado, Ronaldo, pela final do Campeonato Paulista e pelos dois gols que classificaram o Corinthians na Copa do Brasil. Do outro, Rubens Barrichello, alvo de um gracejo infeliz da ex-jogadora Hortência, que disse que o piloto tem estrela mas, nas palavras dela, o problema é que "ele tem a estrela na bunda e, quando senta no cockpit, ela se apaga."
Ronaldo, em sua mais recente etapa de superação, é tratado com respeito pela mídia e carrega a simpatia até de torcedores que não gostam do Corinthians. E isso mesmo depois de ter se metido em muita encrenca na vida. Já Barrichello, que poderia unir todas as torcidas, uma vez que não representa time nenhum, apenas o Brasil, continua sendo alvo de chacota na mídia e nas rodas de bar.
Por que será?
Deixo o tema aberto para o debate, mas acrescento uma visão do assunto.
Ronaldo deixou de ser Ronaldinho, Barrichello continua sendo Rubinho.
Tuesday, May 05, 2009
Ronaldos


Dois registros fotográficos desta terça-feira. Na Inglaterra, o Manchester United eliminou o Arsenal em uma das semifinais da Champions League. De novo, Manchester na final. De novo, show de Cristiano Ronaldo, que marcou dois gols na vitória por 3 a 1. Depois, uns e outros não sabem porque o gajo é o melhor do mundo, atualmente.
Por falar em melhor do mundo, Ronaldo recebeu o ator Hugh Jackman, o Wolverine de X-Men, durante o treino do Corinthians, no Parque São Jorge. Como não tenho me ligado muito em cinema, para mim Hugh Jackman não quer dizer muita coisa. Ronaldo, eleito na noite de segunda-feira o craque do Campeonato Paulista, quer dizer muito mais. Me chamou a atenção, na noite de homenagens, a falta de expressão facial de Ronaldo, enquanto, no palco, um vídeo feito para emocionar mostrava imagens dele durante a competição. A mulher do jogador parecia bem mais emocionada que ele. Não me espanta. Depois de três cirurgias, convulsão, uma Copa do Mundo perdida de forma humilhante, outra Copa do Mundo vencida de maneira incontestável, de ser eleito o melhor do mundo três vezes, de se tornar o maior artilheiro da história das Copas, pouca coisa deve abalar o Fenômeno.
Sunday, May 03, 2009
26 vezes Corinthians

- Mãe, amanhã vai ser legal ver as caras dos santistas, sãopaulinos e palmeirenses.
- Não se importe com ele, filho. Eles dirão que nós, corintianos, só sabemos mesmo ganhar o "Paulistinha".
- Ué, mas eles não queriam ganhar também?
- Queriam.
- E se tivessem ganho, iam chamar de "Paulistinha" também?
- Não, iam tirar sarro da nossa cara de qualquer jeito.
- Ah, então o que a gente faz?
- Faz assim: depois que eu parar de buzinar, você abre a janela e grita: "É campeão!"
Friday, May 01, 2009
Wednesday, April 29, 2009
Claptonmania x Claptonfobia

Durante a transmissão da Band/Band News FM do GP do Bahrein, nosso Luis Fernando Ramos, o Ico, fez uma breve entrevista com o guitarrista Eric Clapton, que estava badalando no local. A corrida, aliás, estava coalhada de roqueiros. Além de Clapton, estavam lá Robert Plant, do Led Zeppelin, e Nick Mason, baterista do Pink Floyd.
No ar, comentei que Ico tinha tido ainda mais sorte que Ayrton Senna. Explico: depois de uma corrida no Brasil, Senna declarou em entrevista que tinha visto Deus. Brinquei, dizendo que Ico tinha ido mais longe, por ter conversado com Deus. Nos anos 1970, apareceram alguns muros pixados em Londres, com a inscrição "Clapton is God" ("Clapton é Deus"). No ato, o locutor Luis Megale, da Band News, mandou ver um trecho de "Cocaine", de Clapton. Gostei da trilha sonora, mas registrei que teria preferido "Layla", minha favorita entre as músicas de Clapton. Mais tarde, quando Ico citou Robert Plant, foi o Led Zeppelin que fez o fundo musical.

Depois de uma transmissão tão musical - Fórmula 1 e rock, o que mais eu poderia querer? - comecei a semana com muita vontade de ouvir Eric Clapton. Meu fornecedor oficial de arquivos em mp3 tirou o corpo fora. "Não tenho nada de Clapton", decretou, com o mesmo orgulho que diria "Nunca pisei no Parque São Jorge". Apelei para o You Tube e encontrei apresentações ótimas lá. Uma memorável, com Clapton tocando junto com Stones, Jeff Beck e Jimmi Page. Achei outra legalzinha também, versão acústica, Clapton e Mark Knopfler (Dire Straits).
Consta que "Layla" foi feita para Pattie Boyd, então namorada do beatle George Harrison. Enquanto George, que teria composto "Something" para ela, ficava no hare, hare, krishna, krishna, Clapton perpetrou "Layla" e conquistou a mulher do amigo. A letra não deixa dúvidas - é um homem jogado aos pés da mulher amada (Layla, you've got me on my knees). A letra:
What'll you do when you get lonely
And nobody's waiting by your side?
You've been running and hiding much too long.
You know it's just your foolish pride.
Layla, you've got me on my knees.
Layla, I'm begging, darling please.
Layla, darling won't you ease my worried mind.
I tried to give you consolation
When your old man had let you down.
Like a fool, I fell in love with you,
Turned my whole world upside down.
Let's make the best of the situation
Before I finally go insane.
Please don't say we'll never find a way
And tell me all my love's in vain.
A questão que quero lançar é: afinal, você é um claptonmaníaco, como os que pixaram os muros de Londres, ou é cleptonfobíaco?
Tuesday, April 28, 2009
Melhor que o original

Faz muito tempo que não escrevo sobre música, por excesso de trabalho e também de assuntos relacionados à Fórmula 1.
Mas, neste breve intervalo entre picos de trabalho e com duas semanas de "folga" nas pistas, encontro a oportunidade para falar sobre uma excelente cantora brasileira - Zizi Possi. Há alguns dias, encontrei em uma loja o CD "O grande circo místico", trilha sonora a cargo de Edu Lobo e Chico Buarque para um espetáculo de dança, criado em 1983, cujo LP está na minha coleção desde o lançamento. Eu nem sabia que a obra havia sido relançada, e com faixas-bônus (instrumentais), e no ato coloquei-a em meu carrinho de compras.
(É quase heresia falar de "O grande circo místico" sem mencionar a maior pérola desse disco - "Beatriz", cantada magistralmente por Milton Nascimento. Mas essa música é tão linda, e a interpretação de Milton, tão perfeita e definitiva, que merecem um post à parte.)
Zizi Possi canta uma das faixas, "O circo místico", mas não foi por conta desta que resolvi escrever sobre a cantora paulistana, nascida Maria Izildinha Possi no bairro do Brás. Uma das faixas do CD é "Sobre todas as coisas", cantada por Gilberto Gil. Talvez tenha sido a música que mais se descolou da trilha, ganhando vida própria e regravações diversas ao longo dos anos.
A regravação a cargo de Zizi Possi está no CD que leva o mesmo nome, "Sobre todas as coisas", obra que representou uma importante guinada na carreira da cantora. Vamos ao contexto desse disco, retomando um pouco da carreira de Zizi Possi.
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Não foi à toa que, até aqui, já citei duas músicas de Chico Buarque gravadas por ela. Zizi surgiu para a MPB pelas mãos de Chico, quando gravou com ele "Pedaço de mim", no disco dele de 1978. A música fazia parte de outra trilha sonora - "A ópera do malandro" - e originalmente havia sido gravada por Francis Hime e Gal Costa. Vejam a responsabilidade da então garota: regravar uma música já cantada antes por Gal. E Zizi o fez lindamente, exibindo sua voz cristalina e afinadíssima, de registro alto, porém suave.
Nos primeiros anos da carreira, gravou um repertório eclético que misturava clássicos como "Nunca", de Lupcínio Rodrigues, a novos autores, como Eduardo Dusek. Frequentou as paradas de sucesso com músicas como "Perigo" que, se não eram abomináveis, tampouco memoráveis. Em 1991, Zizi, que tem formação musical sólida, estudou piano na infância e, depois, chegou a cursar regência, deu novo rumo à sua história. Rompeu com a gravadora "comercial" que a mantinha como artista contratada e lançou "Sobre todas as coisas" pelo selo Eldorado, pequeno e afinado com produções mais sofisticadas.
Zizi, de certa forma, antecipou o formato acústico que viraria moda entre artistas de vários estilos a partir da década de 1990. Com poucos músicos, todos tocando ao mesmo tempo, escolheu um repertório variado, com músicas já gravadas anteriormente, mas com arranjos completamente diferentes dos originais. Além da faixa título, tem "Com que roupa", de Noel Rosa, "Rebento", de Gilberto Gil (gravada antes pelo autor e por Elis Regina), "Eu te amo" (outra de Chico Buarque, precedida na gravação pela inusitada combinação com "Alvorada", de Cartola, Hermínio Belo de Carvalho e Carlos Cachaça), entre outras.
Não é só um disco. É um recital. Uma harmonia completa entre músicos (a cantora, aqui, inserida como um músico da banda, a voz sendo instrumento que não apenas diz palavras, mas conversa com seus "colegas" piano, violão, cello e percussão.) A gravação de Gil, de "Sobre todas as coisas", honesta e bem cantada, fica desse tamanhozinho perto da interpretação de Zizi. Acho que até o Gil concorda.
Abaixo, a letra de "Sobre todas as coisas":
Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus
Ao Nosso Senhor
Pergunte se Ele produziu nas trevas o esplendor
Se tudo foi criado - o macho, a fêmea, o bicho, a flor
Criado pra adorar o Criador
E se o Criador
Inventou a criatura por favor
Se do barro fez alguém com tanto amor
Para amar Nosso Senhor
Não, Nosso Senhor
Não há de ter lançado em movimento terra e céu
Estrelas percorrendo o firmamento em carrossel
Pra circular em torno ao Criador
Ou será que o deus
Que criou nosso desejo é tão cruel
Mostra os vales onde jorra o leite e o mel
E esses vales são de Deus
Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus
(Edu Lobo / Chico Buarque)
E você: lembra de outras regravações que ficaram muito melhores que as originais?
Monday, April 27, 2009
Obrigada
Sunday, April 26, 2009
Mais do mesmo

Tudo bem, as primeiras voltas do GP do Bahrein foram interessantes, mas, ao fim e ao cabo, foi uma corrida decidida pela estratégia. De novo, como nos tempos de Schumacher na Ferrari, foram mais as paradas de box e as escolhas de pneus que determinaram o vencedor.
Ultrapassagem bonita, de encher os olhos, só a de Fernando Alonso sobre Jarno Trulli, por fora. Mas Trulli tinha acabado de reabastecer, enquanto o espanhol tinha o carro bem mais leve.
O grande mérito de Jenson Button - reconhecido na comunicação via-rádio da equipe com ele, ao final da prova - foi ter ficado à frente de Sebastian Vettel e de Lewis Hamilton logo na primeira volta, colocando-se logo atrás das Toyota. Com a progressiva queda de rendimento dos carros japoneses, Button não teve maiores dificuldades em levar o equilibrado carro da Brawn ao primeiro lugar.
Estranha essa Toyota. Seus pilotos marcaram pontos praticamente em todas as quatro corridas (exceção: Trulli, na China). Está em terceiro no Mundial de Construtores, a apenas um ponto da Red Bull. Fizeram dobradinha no treino classificatório. Mas, começada a prova, os carros vão perdendo rendimento. Apesar de terem feito 1-2 no treino, as duas Toyota eram os carros com menor velocidade final. Parece estar faltando motor ali.
A corrida do deserto comprovou a evolução de algumas equipes, como a McLaren, que conquistou o quarto lugar com Lewis Hamilton (Kovalainen não conta), a Renault (Alonso, oitavo; Nelson Piquet, décimo, conseguindo sua melhor colocação no ano) e até da Ferrari (Felipe Massa foi tocado na largada, teve que trocar o bico do carro, levou uma volta de Button, foi um desastre, mas Kimi Raikkonen, pelo menos, terminou em sexto).
A BMW, em compensação, parece andar para trás. Não apenas deixou de evoluir como parece ter piorado. Uma das primeiras equipes a desenvolver o KERS, a BMW não parece levar vantagem alguma pela utilização desse item, como acontece com McLaren, Renault e Ferrari. Kubica só não foi ao pódio em Melbourne por ter sido atingido por Vettel. Heidfeld chegou em segundo na corrida maluca da Malásia. Ontem, terminaram em penúltimo e último, respectivamente.
E Rubens Barrichello? Por que reclamou tanto de Nelson Piquet, que não lhe dava passagem? Ora, por que o compatriota deveria facilitar sua vida, se estavam ambos disputando posição? Doze pontos atrás do companheiro de equipe na tabela, Rubens vê um campeonato, que parecia talhado para sua redenção, transformar-se em sua derrocada final. Se for batido por Button (como foi até agora, nas quatro corridas e em três treinos classificatórios), Barrichello sedimentará de uma vez a sina de segundo piloto. E, desta vez, não haverá Schumacher. Mas haverá uma desculpa. Sempre há.
Tuesday, April 21, 2009
O grande jogo

Normalmente, quando escrevo sobre livros, a seção se chama "Para gostar de ler", mas não seria honesto, desta vez, pois ainda não li a obra em questão.
"O grande jogo" é, desde já, um demonstrativo da boa estrela de seus autores. Pois meu amigo corintiano Celso Unzelte e o santista Odir Cunha resolveram lançar um livro sobre os duelos entre Corinthians e Santos. E não é que os dois alvi-negros, dias depois da noite de autógrafos, tornam-se os finalistas do Campeonato Paulista?
A editora deve estar festejando (talvez até seus donos sejam são-paulinos ou palmeirenses, sei lá, mas certamente estão gostando do resultado dos jogos do último final de semana).

A noite de autógrafos, no dia 14/04, aconteceu no Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, palco do último jogo das finais. Estive lá e tive oportunidade de conhecer o meia Adãozinho, que jogou no Corinthians entre 1971 e 1978, fazendo parte, portanto, do histórico elenco que conquistou o Paulista de 1977, data de minha "fundação" como corintiana. Muito simpático, Adãozinho apresentou o filho, Diego, meia-direita que está indo para a Espanha, jogar pelo Atlético de Madrid.
O livro do Celso e do Odir fala da rivalidade entre os dois times. Algo que, no meu caso, nunca foi drástico. Não atravessei os anos Pelé, portanto não tenho aquela birra do Peixe, amplamente justificada, dos corintianos na faixa dos 50 e poucos anos. Sempre tive especial predileção por vencer o Palmeiras e o São Paulo (e, naturalmente, sempre sofri mais com as derrotas para estes). É certo que aquela pedalada do Robinho para cima do Rogério, na final de 2002, segue entalada, mas não é nada comparável a alguns revezes sofridos contra Palmeiras e São Paulo.
Que sejam dois ótimos jogos, que o Celso e o Odir vendam muitos livros! (E que o Mano monte um esquema para anular o Madson, o Kleber Pereira e o Neimar, e que também se dê um jeito no Germano, aquele cabeludo voluntarioso, e que o Corinthians não se amedronte na Vila e etc. etc. etc.)
Sunday, April 19, 2009
O leão rugiu

O australiano Mark Webber atravessou os últimos anos sob a desconfiança do mundo da Fórmula 1. Acabou ganhando o rótulo de "leão de treino", por conquistar posições de algum destaque nas classificações, decepcionando depois, nas corridas. Como se Webber sempre estivesse com pouco combustível no carro, apto a conseguir um bom lugar no grid, sem que isso se refletisse em sucesso nas provas.
Neste honorável GP da China de 2009, Mark Webber, sob chuva, perpetrou uma das mais belas ultrapassagens dos últimos tempos, ao superar o líder do campeonato, Jenson Button, em uma extraordinária manobra, por fora.
O vigor e a juventude do alemão Sebastian Vettel, seu companheiro de equipe, parecem estar inspirando o velho leão de treino que, neste domingo, rugiu alto.
Wednesday, April 15, 2009
Olha pra frente!

Acabou. A FIA sacramentou hoje o que os comissários de Melbourne já tinham avaliado: os difusores de dois andares, utilizados até agora apenas pelas equipes Brawn GP, Toyota e Williams, estão dentro do regulamento. Os resultados das provas da Austrália e da Malásia foram confirmados, mantendo Jenson Button na liderança do campeonato.
E agora?
Agora, as outras que corram e tentem recuperar-se do prejuízo.
Acho que ninguém aguentava mais ver tantas fotos das traseiras dos carros. É hora de a Fórmula 1 olhar para a frente. Gente como Felipe Massa considera que a vantagem dos carros da Brawn é enorme, e só a mão pesada da cartolagem poderia frear a jovem equipe.
Mas há gente como Fernando Alonso que considera possível às demais equipes evoluir, em busca de um maior equilíbrio ao longo da temporada.
E você, o que acha? Dá para olhar pra frente e tentar consertar o que resta do campeonato ou o melhor é olhar mais pra frente ainda e já focar 2010?
Saturday, April 11, 2009
Alonso, 22; Heidfeld, 1

Na próxima terça-feira, a FIA vai julgar a legalidade dos difusores da discórdia, utilizados até agora apenas pela Brawn, pela Toyota e pela Williams. Os rumores, pelo que leio e ouço, são da confirmação da sentença dada em Melbourne, primeira corrida do ano. Ou seja, os difusores são uma interpretação legal do regulamento e podem ser usados.
No entanto, os dirigentes da Fórmula 1 andam tão atrapalhados, mal intencionados, incompetentes, delirantes, nenhuma das anteriores ou todas as anteriores, que eu não me espantaria se o julgamento terminasse banindo os difusores. Neste caso, outra dúvida se instalaria: o que fazer com os pontos conquistados pelos pilotos dessas três equipes até agora? Proibem-se os difusores e mantêm-se os resultados? Proibem-se os difusores e eliminam-se os pontos obtidos pelos pilotos das três equipes?
Se esta última alternativa for a escolhida, tudo muda no campeonato. Button perderia as duas vitórias. A primeira, no GP da Austrália, iria parar no colo do bicampeão Fernando Alonso, quinto colocado naquela prova. Por quê? Porque perderiam seus pontos os dois pilotos da Brawn (o vencedor Button e o segundo, Barrichello), e os dois da Toyota (Trulli, o terceiro, e Glock, o quarto). Sendo o piloto com mais vitórias da atual geração, Alonso comemoraria sua estranha conquista com certo enfado. Uma a mais para o currículo, e nem ficaria frustrado por sequer ter subido ao pódio na corrida "de verdade".

Situação mais curiosa viveria o alemão Nick Heidfeld, que herdaria a vitória na corrida maluca de Sepang, chegando à sua primeira conquista na Fórmula 1 sem ter podido comemorá-la como tal. E pior: marcando só a metade dos pontos.
Com os resultados atuais, Alonso e Heidfeld têm o mesmo número de pontos - quatro. No cenário com as desclassificações, Alonso viraria líder do campeonato, passando a dez pontos, enquanto Heidfeld, apesar da hipótetica vitória na Malásia, ficaria com apenas cinco, metade da pontuação normal, pela interrupção precoce da prova.
Quem me conhece há algum tempo sabe que fui entusiasta do estilo de Heidfeld desde seu título na Fórmula 3000, em 1999. Embora ache que o alemão tenha perdido o bonde da história na Fórmula 1, gostaria de vê-lo comemorar pelo menos uma vitória na principal categoria. Mas, não desse jeito. Acho que nem ele.
Monday, April 06, 2009
Chuva?! Que chuva?
Enquanto a Fórmula 1 sofria com a chuva aqui...

Eu batalhava com o sol aqui.

Um breve esclarecimento aos que sintonizaram a Bandeirantes/ BandNews FM ontem e não ouviram meus comentários. Fui correr a Meia Maratona da Corpore, cuja largada aconteceu antes do término do GP da Malásia, e foi disputada sob muito sol e calor. No GP da China, se Deus quiser, estarei a postos, ao lado da equipe comandada por Odinei Edson. Até lá.

Eu batalhava com o sol aqui.

Um breve esclarecimento aos que sintonizaram a Bandeirantes/ BandNews FM ontem e não ouviram meus comentários. Fui correr a Meia Maratona da Corpore, cuja largada aconteceu antes do término do GP da Malásia, e foi disputada sob muito sol e calor. No GP da China, se Deus quiser, estarei a postos, ao lado da equipe comandada por Odinei Edson. Até lá.
Thursday, April 02, 2009
Cachorro picado por cobra...

Não vou completar a frase porque ainda estou inconformada com a extinção do trema imposta pelo novo acordo ortográfico. Jamais comerei uma linguiça, e como já não podemos dispor de uma boa lingüiça, bom, deixa pra lá, já escrevi mesmo.
O fato é que Lewis Hamilton foi excluído do GP da Austrália e, com isso, perdeu o terceiro lugar que havia conquistado com a desclassificação de Jarno Trulli. Um vídeo amador, postado no blog do Capelli, mostra o momento em que Trulli escapa em uma curva, vai para a grama e é ultrapassado por Hamilton que, cá entre nós, não tinha outra alternativa. Hamilton e a equipe ficaram em dúvida, trocaram ideias pelo rádio, a McLaren apelou para os comissários da FIA para saber o que orientar, ficou sem resposta. Pelo sim, pelo não, mandou Hamilton devolver a posição.
Hamilton e seus colegas de firma devem se lembrar bem de Spa 2008, quando ele não devolveu a posição a Raikkonen e acabou perdendo a vitória para Massa. Na minha opinião, foi isso que aconteceu. Não acho que a McLaren tenha mandado Hamilton deixar Trulli passar para se beneficiar disso. Acho que estavam era com medo de tomar outra punição. Só que o moleque foi tonto e mentiu para os comissários, dizendo que não tinha recebido ordem da equipe para deixar o italiano passar.
Acabou punido e ainda levou lição de moral. Hamilton pode até ter sido besta, mas que anda difícil saber o que se passa na cabeça dos cartolas da FIA, isso anda.
Wednesday, April 01, 2009
McDream em Le Mans
A notícia foi dada ontem por meu chapa Rodrigo Mattar, do Sportv e do blog A mil por hora.
Os detalhes esportivos estão todos lá e o resumo da ópera é o seguinte: Patrick Dempsey, o dr. Derek Shepherd de Grey´s Anatomy vai pilotar uma Ferrari na próxima edição das 24 Horas de Le Mans. No blog do Mattar faltou só uma coisa - a foto do dr. Shepherd, aquele que enlouqueceu a chatinha Meredith Grey e que recebeu o apelido de McDream.

Não sei o que esperar de Patrick Dempsey como piloto mas, por seus atributos extra-pista, já ganhou minha torcida na mítica prova. Melhor só seria se, em vez dos companheiros apresentados na notícia (que, cá entre nós, devem ser os carregadores de piano do trio), entrasse o cirurgião plástico dr. Mark Sloan, ou melhor, Eric Dane, amigo do dr. Shepherd na trama. Ai, ai...
Os detalhes esportivos estão todos lá e o resumo da ópera é o seguinte: Patrick Dempsey, o dr. Derek Shepherd de Grey´s Anatomy vai pilotar uma Ferrari na próxima edição das 24 Horas de Le Mans. No blog do Mattar faltou só uma coisa - a foto do dr. Shepherd, aquele que enlouqueceu a chatinha Meredith Grey e que recebeu o apelido de McDream.

Não sei o que esperar de Patrick Dempsey como piloto mas, por seus atributos extra-pista, já ganhou minha torcida na mítica prova. Melhor só seria se, em vez dos companheiros apresentados na notícia (que, cá entre nós, devem ser os carregadores de piano do trio), entrasse o cirurgião plástico dr. Mark Sloan, ou melhor, Eric Dane, amigo do dr. Shepherd na trama. Ai, ai...
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