Wednesday, October 15, 2008

Eu e a Fórmula 1, ano 25



A história inteira eu prometo contar no GPTotal. Por enquanto, gostaria apenas de registrar que hoje, 15 de outubro de 2008, completam-se 25 anos do segundo título de Nelson Piquet na Fórmula 1. Se o velho Nelson não parece ser o tipo de pessoa que dá muita bola para datas, eu sou o contrário.

Ainda mais porque, neste caso em especial, a efeméride faz parte da minha própria vida. Considero que foi nesta corrida, o GP da África do Sul de 1983, que me liguei inexoravelmente à Fórmula 1. Não que tenha sido meu primeiro GP, nada disso. Durante toda a infância, sempre me interessei por esportes, a Fórmula 1 entre eles.

Mas essa corrida, selando o segundo título de Piquet e prenunciando a entrada de Ayrton Senna, no ano seguinte, foi por mim adotada como pedra fundamental.

Vamos lá, meus amigos, respondam: que corrida ou que campeonato vocês identificam como suas pedras fundamentais na Fórmula 1?

35 comments:

Nuno Kopio said...

Não a primeira corrida de que me recordo, nem que seja aquela que me puxou definitivamente para a F1, mas a primeira que realmente me deu a percerber o circo d F1.

Estoril 1984, Lauda vencendo o campeonato por meio ponto.

Por vezes nem acrewdito como com 4 anos apenas me lembro tão nitidamente da corrida.

Deve ter sido o velho rato que me metia medo, mais ainda que a Cuca do Sitio do Pica Pau Amarelo.

Hugo Becker said...

Olha, é até difícil determinar isso... acompanho Fórmula-1 até onde minha memória me permite recordar, até por que cresci em meio ao turbilhão de Ayrton Senna na mídia brasileira. Aprendi a gostar de Fórmula-1 antes de aprender a gostar de futebol, então é como se isso sempre estivesse presente em minha vida.

Desde pequeno fui fanático por miniaturas, desenhava os carros que via na TV, enfim...

Vou escolher como "pedra fundamental" a morte de Ayrton Senna, por um simples motivo: a partir daquele dia, milhões de brasileiros abandonaram a Fórmula-1. Eles ligavam seus televisores para ver Senna, e não a Fórmula-1 em si. Mas eu, a partir daquele dia, passei a me fixar ainda mais na categoria. Embora triste com a morte de Senna, tinha curiosidade pra saber qual seria o novo ciclo que se iniciaria a partir de então. Bem, aqui estou, até hoje, amando este esporte! hahaha

(Alessandra, já deixei o recado ao Pandini e agora deixo a vc: havia deletado meu antigo blog, Motorhome, por que passei um bom tempo sem Internet, e não tinha como manter as postagens. Resolvi este problema e estou divulgando novamente o blog. Se puder, dê uma passada por lá!

http://mottorhome.blogspot.com )

Beijo,
Hugo Becker.

Celinho Boy said...

Alessandra, a primeira corrida que pode ser considerado como o salto pelo interesse pela fórmula 1 foi o Grande Prêmio do Brasil de 1988. Sabe, foi a primeira vez que olhei com interesse a uma corrida. Nem me lembro quem ganhou, mas me lembro da apresentação dos pilotos. Só depois é que fui perceber que este tipo de tratamento eles só dão quando a corrida é no Brasil. Desde aquela corrida, seja pela TV ou pelo rádio, acebei tendo um pouco mais de interesse pelas baratinhas. Nunca me esquecerei do Butsen, do Brundle, alboretto, Mansel, Prost, Senna, Nakajima. Mas não esqueço dos tempos pré-históricos da f-1, sobretudo quando dava no lugar dos desenhos.
Bem é isso
Abraços

Celinho Boy said...
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Celinho Boy said...

Removi um repetido

Ron Groo said...

Eu tinha acabado de acordar quando meu pai ligou a TV, eu ainda dormia no quarto deles...
Então começou uma coisa que eu nunca tinha prestado muita atenção, uns carros sairam em disparada por uma pista sinuosa - na epoca eu diria toda torta - e entre eles um carro branco e preto, com um sujeito de capacete vermelho e branco. Ia correndo... Eu me lembro de meu pai dizendo: "-Pra correr deste jeito nesta Parabolica tem que ser macho pacas!".
Eu concordei mesmo sem saber que diabo era a tal 'parabolica'.
Era o GP da Italia de 1983, o Piquet ganhou o titulo e a minha admiração.
Desde então eu não perco uma corrida por vontade própria. Só quando o sono me ganha.
Ps. Alessandra, gosta do Cartola? Ele deu o ar da graça em meu blog.

Cristiano Matheus said...

1992, GP de Mônaco

Eu tinha acabado de acordar e liguei a TV para assistir uns desenhos. Coloquei na Globo e estava passando a corrida.

Estava na parte que Senna passou pelo Mansell. A minha Vó que nunca foi torcer por ninguém, parou em frente da TV e começou a berrar.

Vai, vai, vai...

Fiquei pasmo, mais por causa pela minha vó do que pela corrida.

Minha mãe dava pra mim tudo que era do Senna, mas ele nunca havia me chamado a atenção como naquele dia, ou melhor a minha Vó, né!!!

Bem, começei a procurar a saber mais sobre aquele cara que a Minha Mãe e a minha Vó tanto gostavam!!!

Foi aí que virei fã...

O curioso que depois de Mônaco 92, a única corrida que não acordei cedo para assistir foi Ímola 94, onde houve aquele terrível acidente!!!

Acordei por volta das 9h30 da manhã, claro!!!, fui até a sala e a cozinha e percebi que estava sozinho em casa. Liguei a TV... vi o carro de Senna encostado e ele mexendo da cabeça!!!

Foi muito estranho tudo aquilo!!!

Aquele dia só foi o dia mais triste da minha vida, mesmo que dois anos depois quem morreu foi minha Vó.

Ela morreu vítima de um Câncer, mas antes houve um ano de sofrimento, o dia que ela morreu foi parecido com o dia que Senna morreu, a diferença foi que um o sentimento de surpresa foi enorme e o outro de alívio, pois ninguém gosta de ver outra sofrendo, principalmente quando ela é tão querida!!!

Bem, a F1 é a grande herança da minha Vó. Irônicamente, hoje estou montando meu próprio negócio e tenho um blog sobre o esporte mais capitalista do mundo!!!

Até mais...

Anonymous said...

Alessandra,

minha pedra fundamental na F-1 foi GP Brasil de 1983(para mim a temporada mais emocionante da F-1, ao lado da de 1986), vitória de Nélson Piquet. De lá p'ra cá não perdi nenhuma. (Se bem que acompanhei com curiosidade os GP´s que deram o título para o Piquet em 81, e para o Keke Rosberg em 1982).

Anonymous said...

Minha Pedra Fundamental foi o GP de Las Vegas de 1981. Era uma festa num sítio e todos paramos para assistir à corrida. A partir desse dia eu passei a acompanhar com muito mais interesse. Mas eu já acompanhava a F1 antes, me lembro de uma corrida em São Paulo, não sei precisar o ano, que eu estava de férias na casa de meu tio e ele me levou até próximo ao autódromo no sábado bem ma hora do treino. Fiquei tão louco com o ronco dos motores e o colorido dos carros que eu pedi a ele que me levasse para assistir a corrida no domingo, mas ele disse que era melhor assistir pela tv.

Abraços,
Guilherme

Fabrizio Salina said...

Não sei precisar...
Na década de 80 tinha o desenho dos Transformers, Thundercats e dos Comandos em Ação. E como era meio-dia, aos domingos, sempre pegava uns pedaços da F1 por acidente.
Aos poucos fui acompanhando "aquilo" como uma missa dominical,sendo que os pilotos passaram a ser os meus "santos".
Hoje, se foram os tempos dos desenhos, mas a F1 ainda permanece como resquício dos meus rituais de infância.

Marcos Antônio Filho said...

Meus tios asistiam F1 aos domingos mas eu uma criança nem prestava mto atenção só prestei atenção um dia:GP da Espanha de 1991.Mansell e Senna na reta lado a lado pra ver quem freava primeiro,sinceramente nem sei quem ganhou a corrida depois mas isso foi o que mais chamou atenção,e daí por diante,não perdi mais nenhuma corrida.

Anonymous said...

Esta foto mostra Ricardo Patrese liderando o pelotão no inicio do GP ,Nelson Piquet o primeiro já passou!!!
Sem duvida um GP inesquecível.

Mas francamente é difícil dizer qual o GP seria minha pedra fundamental.

Na verdade não foi um GP ,mas um filme ,Grand Prix que assisti pela primeira vez em 1976 ou 75 .Ali acendeu uma paixão pelo automobilismo.

Depois lembro que assisti o GP dos EUA de 1976 na vitória de Clay Regazzoni com a Ferrari, nasceu ali meu primeiro ídolo e minha torcida pela marca.

Jonny'O

Anonymous said...

Desculpem todo mundo, mas emoção mesmo, de verdade, que nem 1978
http://voandobaixo.globolog.com.br/fittipaldi_rio_1978_2.jpg
ainda não rolou.

Allan said...

me lembro muito bem: GP da Bélgica 1982, morte do Giles Villenueve... já tinha muito interesse por corridas, mas aquele acidente fatal passando no Sinal Verde (lembram-se desse programa???) marcou minha infância... só tive coragem de revê-lo a uns dois anos...

José A. Matelli said...

Eu lembro de muitos até antes desse, mas Zolder, 1982... O passamento de Giles é indelével em minha mente.

Jean -BH said...

Alessandra,

Pra mim o que marcou meu despertar de interesse em acompanhar a F1 foi o enrosco entre Piquetx Salazar no GP da Alemanha de 1982. Aquilo foi demais... lembro do meu irmao rindo e gritando: "... espera ele tirar o capacete pra dar uma porrada nele!"
Pra mim parecia um embate entre Espectroman e o gorila do mau (nem me lembro o nome). Após isso passei a assistir os gps. Além de Piquet lembro-me de torcer naquele ano por Keke Rosberg.

lynwilliams said...

GP do México, 1991. E a minha pedra fundamental foi no sábado, no treino de formação do grid.

Degas said...

Curioso que eu lembro de todas essas corridas que voces falaram. Sem exceção, assisti a todas - exceto o GP do Brasil de 1978.

Não me lembro qual foi a primeira corrida que assisti, mas me lembro em qual foi que eu me apaixonei por corrida de automóveis: GP Brasil de 1981. Estavam meu pai e uns vizinhos na frente da TV, pouco antes da largada. Perguntei: "E Émerson, pode ganhar?" Soube ali que o brasileiro da vez estava na pole position, e atendia pelo nome de Nelson Piquet. Fiquei exultante! Mas ele estava com pneus de pista seca, e chovia em píncaros no Rio. Caiu várias posições. Luciano do Valle, que narrava na Globo da época, não me deixou desgrudar da TV: "Se a chuva passar Nelson vai ganhar várias posições!". Uma melhora, Piquet chegou a oitavo... mas depois caiu de novo. E terminou em 12o lugar.

Fiquei frustrado, mas dali a uma semana veria-o vencer o GP da Argentina. Naquele ano ainda lembro das corridas da Alemanha, da França, da Itália, do Canadá (Villebeuve levando a Ferrari ao 3o lugar sem a asa dianteira) e a decisão em Las Vegas, numa corrida que foi disputada no sábado. Vitória de Jones com Piquet em 5o lugar. Como Reutemann ficou apenas em 8o, Nelson era o campeão por um mísero ponto.
Há mais corridas de que jamais me esquecerei: o GP da Africa do Sul de 1982, que Prost caiu prá último com um pneu furado e depois venceu; Canadá e Bélgica, que finaram Gilles Villeneuve e Ricardo Palleti (ver Palleti no carro em chamas foi a cena mais dramática que já presenciei). O GP do Brasil de 1983, e ainda naquele ano os GPs de Brands Hatch e Monza, que puseram Nelson na briga com Alain. Não assisti o GP da África do Sul, pois minha mãe já tinha descoberto o pior castigo para mim, e andei merecendo uns.
Mais GPs? Sim! Mônaco 1984, Portugal 1994. Estoril 1985. Brasil 1986, Hungria 1986, Inglaterra 1986, Itália 1986, Austrália (Adelaide) 1986. Mônaco 1987, Inglaterra, 1987. Portugal 1988, Japão 1988. Portugal 1989, Japão 1989, Austrália 1989. Brasil 1990, México 1990 (a melhor corrida de Prost, pá mim), Japão 1990. Brasil 1991. Mônaco 1992, Espanha 1992. Áfica do Sul 1993, Brasil 1993, Mônaco 1993, San Marino 1993, Inglaterra 1993, Adelaide 1993. Brasil 1994, San Marino (triste lembrança) 1994. Adelaide 1994. Sei contar a história d todas esas corridas... Poderia ficar aqui horas me lembrando... mas já está ficando muito recente.

Celso Vedovato - Salvador - Bahia said...

Coincidência Alessandra. Pra mim a temporada de 83 com o título do Piquet e a expectitiva da entrada do joven Senna na categoria também marcam minhas lembranças sobre gostar e acompnhar F1. Eu era um menino de 7 anos e ainda fazia tudo junto com meu pai. Adorávamos ver corrida e mesmo se ele trabalhasse no domingo eu assistia sozinho e contava pra ele.
Não gostava de ir a missa em horário de corridas. Me lembro de me chatear com o ano de primeira comunhão e o quanto aquilo atrapalhou minha F1 - rsss. Levei bronca dos meus pais e dos catequistas - rssss
Os anos seguintes também foram importantes para a consolidação da paixão e do interesse pela F1.
Me lembro de muitas coisas de 84, 85 e 86, Mônaco, Lauda, Senna, a Brabhan que deixava o Piquet na mão, do Mansell empurrando o carro próximo a linha de chegada e desmaiando, do Prost não conseguir ser campeão, do Piquet anunciando a ida para a William´s, da Lótus Negra JPS, da Lótus Amarela, dos álbuns de figurinha da época, da minha coleção de revistas GRID Poster de 1987 (que anos depois minha mãe deu fim, até hoje nega - mas nunca mais vimos as revistas - que tristeza), de pintar meus carrinhos de rolemã com tinta guache, primeiro na cores da Brabhan e depois William´s, no Piquet perdendo o campeonato de 86 e ganhando antecipadamente em 87, do medo que sentimos todos em família piquetista no acidente de ìmola.
Enfim iniciando-se em 83 ainda com 7 anos, minha paixão foi se consoliodando e já era fanatismo em 87. Foi muito emocionante ver meu ídolo de então, campeão em 1987, eu com 12 anos no auge da descoberta da adolescência e do quanto meninos se viciam pelo esportes dos ídolos.
Grande abraço, me fez ter excelentes lenbranças agora. Obrigado.

Erico said...

Não sei bem dizer. Olhando para trás posso dizer que antes eu era fã do Senna e acompanhava as corridas mais por ele que pela F1 em si. Tanto que eu apenas chorei com o tetra-capeonato do Brasil em 1994 porque abriram a faixa em homenagem ao Senna. Não foi a seleção que me fez chorar. Essa foi minha primeira fase como fã da F1, de 90 ao começo de 94.

Dali até o fim de 97 eu asssitia a cerca de metade das provas, sempre torcendo contra o Schumacher. Eu não deixei a F1 de lado, mas meu interesse não era genuíno e hoje vejo como era tolo. Considero esse período a longa transição entre e perda do Senna e a descoberta de minha verdadeira paixão na F1.

A Mclaren.

Em 1998 a McLaren começou a temporada com um passeio na Austrália, enquanto o Schumacher abandonou. Foi então que lembrei da McLaren como equipe, como a equipe do Senna, como a equipe vencedora e arqui-inimiga da Ferrari. E pela Ferrari eu sempre tive antipatia, primeiro por ela ter tido o Prost, depois pelo Schumacher e sempre pelo fato dela ser o Flamengo da F1. A temporada de 1998 se desenvolvue como uma batalha Hakkinen vs Schumacher, McLaren vs Ferrari. Hakkinen and McLaren venceram e desde então acompanho a F1 religiosamente, quase obcecadamente.

Mas isso não responde exatamente á sua pergunta, não é?

Pois bem. A corrida que me fisgou de vez foi o GP da Europa de 1998 em Nurburgring, vencido pelo Hakkinen. Por quê? Simples, porque foi a corrida que Schumacher e Ferrari tiveram tudo para ganhar e praticamente liquidar a fatura, mas de alguma forma Hakkinen e McLaren venceram. Schumacher dominou os treinos e partiu na ponta escoltado pelo Irvine após a largada. Hakkinen ultrapassou o Irvine durante a prova e usou justamente o que o Schumacher tinha de melhor para o ultrapassar, voltas rápidas antes das trocas de pneus e reabastecimentos. Foi prefeito. Uma tremenda vitória da McLaren e do Hakkinen bem dentro da casa do Schumacher e com todos apoiando a Ferrari. Foi a maior vitória sobre o maior rival.

E desde então acompanho a F1 torcendo pela McLaren acima de tudo e todos, inclusive pilotos brasileiros de outras equipes, sempre engulindo os resultados ruins e vibrando com as vitórias.

Degas said...

Hakkinem foi o maior rival que Schumacher teve. Foi como Émerson para Stewart: podia não ser superior, mas inspirava respeito.

E a maior vitória que Hakkinen inflingiu sobre Schumacher foi em Spa-Francorchamps, no ano 2000. Duvidam? Perguntem a Ricardo Zonta, que sentiu como se estivesse naquele ônibus de Harry Potter que se espreme todo prá passar num estreito entre dois carros. Aquilo foi uma manobra de mestre contra mestre!

Julio Lima said...

Você pode até não acreditar, mas esta também foi minha corrida-chave!

Até hoje me lembro bem: eu estava na casa de uns primos, era sábado e a gente brincava de "cidadezinha", que consistia em montar uma cidade usando pecinhas de madeira com formatos de casas, prédios, telhados e torres de relógio. Alguém ligou a TV e fiquei olhando. No final, quando foi anunciado que Piquet, brasileiro, era campeão de F1, eu nem sabia direito o que significava, mas fiquei feliz e orgulhoso com aquilo.

Eu já tinha visto alguns pedaços de corrida nos anos antes, mas nunca tinha passado mais de 5 minutos na frente da TV e, mais velho, me arrependi de não ter visto F1 desde criancinha, pois acabei perdendo Gilles Villeneuve, até hoje meu piloto preferido.

Dali pra diante, não parei mais e, com Senna ou sem ele, com Piquet ou sem ele, quem quer que estivesse correndo, vi praticamente todas as corridas em todos os anos seguintes.

Speeder_76 said...

Oi Alessandra!

Costumo ir às bandas do Pandini, mas como gostei do assunto do post, dou o meu testemunho:


Eu já via Formula 1 antes, mas guardo sempre na minha memória o já longinquo 21 de Abril de 1985, o último dia de vida do Tancredo Neves, o GP de Portugal. Chovia para caramba, e assisti ao espéctaculo na chuva de um jovem de São Paulo, chamado Ayrton Senna da Silva. Lembro-me de ver, espantado, no alto dos meus oito anos, como é que aquele tipo conseguia controlar o carro naquele dilúvio, mas controlava!


No final da corrida, lembro do meu avô dizer "tens que apoiar aquele tipo, é o teu patrício". Foi quase como um "click", não é? Desde então que gosto de Formula 1, e fui fã do Senna e da Lotus até ao fim. Curiosamente, ambos desapareceram no mesmo ano...


Depois descobri mais coisas, e passei a gostar de automobilismo no seu todo.

Ricardo Lacerda said...

GP do Brasil de 1985.
Eu jamais tinha visto uma corrida e simplesmente sentei para assistir essa e depois não parei mais. Curiosamente nesses 23 anos só deixei de ver duas corridas, que lamento profundamente ( GP Portugal 1985 e Japão 1988)

Rodrigo Mattar said...

Foi a temporada de 1980, mais precisamente em 13 de janeiro daquele ano, ao ver o GP da Argentina, que eu percebi o quanto esse negócio chamado Fórmula 1 era apaixonante. Quando um tal de Nelson Piquet, em 30 de março desse mesmo ano, ganhou em Long Beach, aí não deu mais pra deixar de ver - e de torcer por aquele que seria o primeiro tricampeão do Brasil no automobilismo.
Viva o vivo Piquet!

Rodrigo Mattar said...

Foi a temporada de 1980, mais precisamente em 13 de janeiro daquele ano, ao ver o GP da Argentina, que eu percebi o quanto esse negócio chamado Fórmula 1 era apaixonante. Quando um tal de Nelson Piquet, em 30 de março desse mesmo ano, ganhou em Long Beach, aí não deu mais pra deixar de ver - e de torcer por aquele que seria o primeiro tricampeão do Brasil no automobilismo.
Viva o vivo Piquet!

Toni said...

Não sei ao certo qual GP ou Campeonato me fisgou para a F1 a ponto de poder citar como meu marco zero, meu ponto de partida nas corridas, mas tem algumas coisas que não tem como esquecer, e que aliás, despertaram a minha curiosidade para esse mundo do automobilismo.

Numa época em que o termo globalização seria no máximo colocar aquele globo girando no teto da pista de dança, e onde nem de longe havia o sonho de algo parecido com a Internet a F1 me chamava a atenção quando criança por mostrar aqueles nomes estranhos de pilotos que vinham de várias partes e que acabaram ficando na memória até hoje, como Didier Perroni, Thierry Boutsen, Jaccques Laffite, Ronnie Peterson, Elio de Angelis, Martin Brundle, Riccardo Patrese, entre tantos.

Outras duas coisas que ficaram na memória foram um carro estranho que tinha 6 rodas da Tyrrell (imagina a lambança que a Ferrari faria hoje nos pit stops com 6 pneus pra trocar?) e o que me fez mesmo torcer pela Fórmula 1 foi um carro preto com detalhes em dourado, não sei bem ao certo, mas pra mim quando penso no que lembro da F1 fica a imagem da Lotus, aí imagino esteja o meu começo de tudo.

Toni

Degas said...

A Lotus preta com patrocínio dourado John Player Special foi o mais belo carro de corridas de todos os tempos, em minha opinião. Particularmente o Lotus 72, que parecia um machadinho. Algumas Ferrari, com seu vermelho vivo, e a Mclarem da época de Mika Hakkinem também chamam minha atenção. A Copersucar-Fittipaldi cinza de 1975, a Mercedes prata de Fangio em 1955/1956. Acho que entre os que me encantaram, é só.

Fábio said...

Campeonato de 1988, o primeiro do Senna e corrida o GP da Austrália de 1986, a corrida que deu o segundo título ao Prost.

Marcelo said...

Ale,

Eu, tal qual vc, antes do "primeiro GP" já havia visto muitos. Lembro de estarmos, eu e meu pai, brincando de carrinho na sala e eu olhar a TV e ver uma Tyrrell de 6 rodas....

Tenho 35 anos e o GP que me "despertou", daquele jeito de acompanhar mesmo, foi o GP do Brasil de 1984. Estréia do Senna e dia do meu aniversário. Quer mais ????

Bjs procê e um forte abraço para os amigos....

Geriberto said...

A corrida que me introduziu (será isso mesmo?) no mundo da fórmula 1 foi a que o Rato (Emerson) conquistou o 2º lugar no GP do Brasil com o carro da Coopersuca.
Bem, antes disso já folheava as revistas Placar de meu pai e me divertia com as fotos, mais febre mesmo foi com o Emerson.

Carlos Tavares "Larz" said...

Sempre tive essa corrida, tema do post, como a minha 'pedra fundamental' na F 1 também. Me identifiquei muito com seu post.

Apesar e ter apenas flashes na minha memória, afinal tinha apenas 5 anos em 1983, lembro das minhas sensações ao ver a corrida, e até de mentir para minha mãe que foi o Piquet quem venceu, já que quem ganhou, Patrese, também estava de Brabham, e Piquet acabou sendo campeão!!

Humberto said...

Eu sei que vai parecer absurdamente jurássico mas foi em Monaco / 1972. Choveu o tempo todo e foi lindo ver a Lotus 72 ("caixão" - preto e dourado)com Emerson no comando

Anonymous said...

para mim foi o GP da Espanha de 72 vencido pelo Emerson, antes eu acompanhava de forma muito esporádica, mas na minha cidade natal (Recife)esse GP foi transmitido ao vivo e assisti, fiquei fascinado por ver o movimento pela tv daqueles carros que eu só via em revistas, evidente que a vitória de Emerson despertou o interesse em continuar acompanhando e até hoje mesmo com tudo que aconteceu não perdi mais nenhum GP televisionado (alguns ao vivo do autodromo),essa é o tipo da recordação gostosa, lembramos nossas etapas de vida e a influência que mesmo na distância esse esporte teve em nós
belas epocas, mas as melhores ainda estão por vir
abs
Mário Salustiano

Anonymous said...

O ano foi 1976. Não me lembro em qual GP comecei a me interessar pela F1. Lembro-me de figuras memoráveis como Clay Regazzoni, Emerson Fittipaldy, José Carlos Pace, Carlos Reuteman, Jacques Vileneuve, Didier Perroni, Nicky Lauda, Ronie Peterson, etc.