Sunday, June 29, 2008

Em nome do pai

Já não me lembro quantas vezes corri no circuito do Ipiranga, pois há duas provas por ano naquele local - uma sempre no final de junho ou começo de julho, em homenagem ao Dia do Bombeiro, e outra em setembro, marcando a Independência. Sempre gostei de correr lá e sempre tive uma porção de motivos por este apreço.

Correr em locais como o Ipiranga, o Centro de São Paulo e o circuito do Barro Branco é uma oportunidade de sair do binômio USP-Ibirapuera, que domina amplamente o calendário. Mas tem mais. O trajeto é altamente desafiador, com uma ladeira longa entre os quilômetros seis e sete, o que modifica totalmente a estratégia habitual. Não dá para apenas aumentar o ritmo progressivamente, pois esse trecho, já na segunda metade da prova, quase sempre representa uma diminuição no desempenho.

Um motivo adicional é o local onde se monta a arena - o Parque da Independência, bem em frente ao Museu do Ipiranga. Certamente, um dos lugares mais bonitos de São Paulo, com aquele jardim copiado de Versailles, com a beleza arquitetônica do museu a emoldurá-lo. Um lugar com muitas árvores, como toda a cidade deveria ser...

Mas, sendo muito honesta, devo confessar que a prova do Ipiranga sempre me remete ao meu pai. Durante um curto período da minha vida profissional, trabalhei no mesmo endereço que ele. Eu, começando a carreira. Ele, às portas da aposentadoria. Éramos de áreas bem diferentes, já que meu pai era engenheiro mecânico. Mas, por conta dessa circunstância, durante um ano fomos juntos para o trabalho, no carro dele, e passávamos todos os dias por aquele pedaço da cidade.

É impossível passar pela avenida D. Pedro I ou pela avenida Nazareth e não recordar aquelas manhãs. Íamos a caminho da Ford, em São Bernardo do Campo, empresa na qual ele trabalhou por trinta anos e na qual fui assessora de imprensa por dois anos e meio. Hoje, treze anos depois desse período, oito anos depois que ele se foi, já é agradável passar por ali. Lembro dos nossos rituais e piadas, e de uma brincadeira macabra que constituía em "atropelar pessoas". Claro que ele não passava com o carro por cima de ninguém, mas a cada oportunidade que tínhamos de deixar um pedestre atravessar na nossa frente, contávamos os pontos para nosso joguinho. Gente carregando sacola valia mais pontos, assim como indivíduos de boné, mochila etc. Éramos normais, não se engane.

Claro, não foi sempre assim, tão tranqüilo, lembrar desses tempos. Nos primeiros anos de sua falta, alguns lugares, gestos e hábitos repercutiam na memória como uma fisgada no peito. Talvez, naquele tempo, eu não conseguiria nem correr pelas ruas do Ipiranga. E quando os mais experientes, que já tinham passado por perdas semelhantes, diziam que uma hora isso ia passar, era difícil de acreditar.

No entanto, hoje passo pela avenida D. Pedro I e por seus casarões antigos, subo a Nazareth com os olhos magnetizados pelo museu e já não vem a tristeza. Vem a lembrança do joguinho esdrúxulo, das piadas, das fitas cassete que íamos ouvindo no carro.

Meu pai certamente ficaria entusiasmado com meu engajamento nas corridas. Na falta dele, fui encontrando nesse circuito alguns "pais" que me guiam, me puxam a orelha, me tratam com genuíno carinho de filha. O pai de todos, Zé Eduardo Pompeu, é o técnico e é Zé, como era meu pai também. Henry, meu grilo falante, é quase um pai bravo a me convencer de que posso ir mais rápido, mais forte, mais decidida. Zoca é outro pai de todos, por ser o mais velho e por ter, com sua (e nossa!) querida Valéria virado uma espécie de padrinho de todo o time.

Na corrida deste domingo, uma performance para encher de orgulho todos eles. Terminei em 49min16, que não é meu melhor tempo para 10 km, mas é um "temporal" para um circuito como aquele, com uma ladeira tão longa. De quebra, recebi duas medalhas. A verdadeira, da prova, e um prêmio inesperado. Meu amigo Henry, outro japonês da turma, me deu uma figurinha repetida de seu álbum da Eurocopa. Na foto, o tudo-de-bom Cristiano Ronaldo, titularíssimo do time de Portugal, terra dos meus avós, país que levava toda a simpatia... do meu pai.

Friday, June 27, 2008

Maria (quase) Gasolina

Em minhas andanças pelos autódromos, lá no Paleolítico, costumava ser muito mais fácil falar com os pilotos, e isso vale também para os de Fórmula 1. As restrições à imprensa eram muito menores naquela época e os pilotos não eram engessados nessas regras de só falar em horários pré-determinados, em ambientes assépticos, com os logotipos dos patrocinadores estrategicamente posicionados para aparecer nas imagens. Era chegar, testar o humor do sujeito e, se rolasse, engatar as perguntas ali mesmo, encostados na mureta do pit lane ou nas portas de ferro do box.

(Nunca me esqueço de que, certa vez, fiquei esperando um tempão para falar com Alain Prost depois do GP do Brasil de 1993, encostada na porta do box. Quando saí, notei que minha calça jeans estava toda suja de graxa. Que ódio!)

Em 1992, o contraste era ver o poderio quase bélico da Williams, com sua suspensão ativa que fazia os carros se mexerem "sozinhos", em testes bem provocativos no intervalo entre um treino e outro, e as condições mequetrefes dos times menores, como Fondmetal ou Larousse. Nada, porém, se comparava à pobreza e ao amadorismo da natimorta Andrea Moda.

A equipe era uma piada a começar pela origem. O dono, Andrea Sasetti, era um empresário do ramo de calçados que achou por bem criar uma equipe de Fórmula 1. As condições eram mais do que precárias. O carro da equipe nunca tinha sido testado. Na semana anterior ao GP do Brasil, os dirigentes do time ficaram prometendo testes em circunstâncias mais que inverossímeis, a ponto de cogitarem colocar o carro para andar no aeroporto do Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo. Não rolou teste nenhum e há quem jure de pé junto ter visto mecânicos da equipe emendando a carenagem do carro com silver tape.

Isso eu não vi mas, meninos, eu vi. Vi Roberto Pupo Moreno, um dos pilotos da equipe, dar uma entrevista sem pé nem cabeça, acreditando não só que o carro andaria como também que ele se classificaria para a largada. Para quem não sabe, naquela época a Fórmula 1 tinha mais carros inscritos que posições no grid, deixando sempre pelo menos quatro carros fora da corrida. Largavam 26 pilotos, imagine...

Pois a Andrea Moda não só ficou na degola de pré-classificação como foi capaz de rodar apenas com um único carro, justamente o de Moreno. O tempo da pole, obtido por Nigel Mansell, foi de 1min15s703. O último colocado no grid, Johnny Herbert com sua Lotus, marcou 1min20s650. A penúltima colocada na pré-classificação, a italiana Giovana Amati, marcou 1min26s645. Achou grande a diferença? Pois então se segure. Moreno, com a paquidérmica Andrea Moda, registrou o inacreditável tempo de 1min38s569! Doze segundos a mais que a penúltima colocada, 23 segundos a mais que a pole!



Junto a Moreno, no box da Andrea Moda, estava um piloto inglês, carequinha e simpático, chamado Perry McCarthy. Na sala de imprensa, tínhamos visto seu nome na lista de inscritos, mas nenhum dos repórteres brasileiros conhecia o indivíduo. Em um tempo no qual só se falava de Ayrton Senna e de seu desalento em perseguir a esquadra da Williams, ninguém deu muita bola para Perry McCarthy. Numa dessas idas e vindas entre sala de imprensa, paddock e pitlane, deparei-me com meu colega de Folha de S. Paulo Edgar Alves, junto a um pequeno grupo, na frente de um box.

Cheguei e vi um loirinho calvo, já entrado na casa dos 30, descrevendo uma manobra como se narrasse um desenho animado. Gesticulava explicando o movimento do carro e a subseqüente batida, usando onomatopéias o tempo todo. "Pum, pow, poff, crash!" E se ria todo, lembrando de alguma corrida, em algum rincão da Europa, que provavelmente ninguém mais viu. Percebi que o figura era Perry McCarthy e fiquei ali, pescoçando a conversa. Como era natural, o então repórter do Jornal da Tarde estava junto comigo.

Em dado momento, inquirindo o piloto sobre mais detalhes de sua vida e carreira, Edgar Alves perguntou se McCarthy era casado. O safadinho virou-se para mim, entre jocoso e galante, arregalando os olhos e dando piscadelas cômicas. "Quem está perguntando?", disse em um inglês bem arretado. Ao que Edgar respondeu: "Ela!", referindo-se naturalmente a mim. E Perry: "No, I am not!"

Com meus 20 e pouquinhos anos, corei. Ao lado do namorado, acrescentei constrangida. "But, I am...". E o repórter do JT arematou: "Yes, with me!".

Perry não perdeu o rebolado. Virou-se para o jovem jornalista, estendeu-lhe a mão e disse: "With you! Oh, congratulations!" A entrevista informal terminou em risadas. A aventura de Perry McCarthy na Fórmula 1 não completou uma volta sequer, e assim acabou minha curtíssima carreira frustrada como Maria Gasolina.

Sunday, June 22, 2008

Pelo amor e pela dor

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Felipe Massa, ao vencer e se tornar líder do campeonato, parece ter encontrado o equilíbrio que lhe faltava em outras temporadas. Uma análise deste histórico GP da França de 2008, lá no GPTotal. Vai lá, comenta aqui, ou lá, onde quiser!

Tuesday, June 17, 2008

A seguir, cenas dos próximos capítulos...


Soube pela internet que o SBT está reprisando a novela "Pantanal", exibida originalmente pela extinta TV Manchete. Quando li a notícia, comentei com a jornalista Tatiana Napoli, que trabalha comigo, sobre um dos grandes legados de "Pantanal" - o fim do tradicional "a seguir, cenas dos próximos capítulos...".

Tati, que é bem mais nova que eu, não conhecia essa verdadeira instituição da teledramaturgia brasileira. E se ela, que é bem antenada, demonstrou desconhecer o tema, imagino que boa parte das gerações jovens jamais tenham visto um final de capítulo arrematado pela tal frase.

Desde que Eva Wilma e Johnny Herbert cruzaram as linhas em "2-5499 Ocupado", a primeira telenovela diária do Brasil, o final do capítulo seguia sempre a mesma fórmula. Antes do último intervalo, em vez de aparecer o tradicional "estamos apresentando", vinha a frase lapidar "a seguir, cenas dos próximos capítulos". Tome reclame e, na volta, um pequeno clip mostrava cenas a serem exibidas. Às vezes, sem os diálogos, com uma das músicas da trilha sonora percorrendo as cenas. Em outras ocasiões, com os diálogos. Nos primórdios, entravam as cenas recortadas e um locutor repetia um mesmo texto, dia após dia, algo como "amor, emoção, traição, cobiça... tudo isso em... Fogo sobre terra!".

E por que sumiram com o tal "a seguir, cenas dos próximos capítulos"?

Aí é que entra "Pantanal" na história. A telenovela, uma xaropada como quase todas, só que com muita gente pelada, balançou a audiência da Globo. A novela ia ao ar depois do tradicional horário da novela das oito da emissora do Jornalista Roberto Marinho (sic). Só que a zapeada era tão violenta rumo à Manchete que a Globo começou a se preocupar com a baixa audiência de suas atrações seguintes, a chamada linha de shows. Para tentar evitar que os telespectadores mudassem de canal já no último intervalo, o que antecedia as tais "cenas dos próximos capítulos", a Globo começou a colar a atração seguinte na novela, sem direito a intervalo nenhum.

Talvez a solução de emergência tenha se mostrado vantajosa de alguma forma, porque aos poucos as "cenas dos próximos capítulos" foram sumindo de todas as outras novelas, até desaparecer de vez.

Além de introduzir o desfile de peladas lânguidas em paisagens idem, "Pantanal" talvez entre para a história da teledramaturgia nacional como a novela que acabou com "cenas dos próximos capítulos" embora, ela mesma, tivesse as suas.

Wednesday, June 11, 2008

Atendendo a pedidos

Desde que inaugurei este blog, em 29 de janeiro de 2006, nunca tinha mudado seu layout. Meu "filho" Bruno Vicária, dono da Laje de Imprensa, blog que se traduz por ser uma espécie de metamorfose ambulante, já tinha tirado uns sarrinhos, de leve, da estagnação deste meu espaço. Meu filho, outro blogueiro com sede de mudança, pediu, reiterou, insistiu e hoje, finalmente, graças a uma irresistível ligação no final do dia, conseguiu me convencer.

Foi me guiando pela lista de layouts disponíveis, dando idéias e sugerindo cores. Por fim, decretou: coloque uma foto sua! Aquela, de cabelo preso. Que nem é uma foto do dia-a-dia, pois raramente uso o cabelo preso.

O que uma mãe não faz...

Tuesday, June 10, 2008

Embalos de sábado à noite

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Seja em treino ou corrida, penso sempre a mesma coisa antes de completar o primeiro quilômetro: "O que estou fazendo aqui?". É irresistível abandonar-se à reflexão acerca do sentido de correr, de extenuar-se, de elevar o batimento cardíaco ao nível do desconforto. O sentido ou a falta dele. Como bem lembrou Drauzio Varella há algumas semanas, em artigo na Folha de S. Paulo, exercitar-se não é algo natural para animais na vida adulta. O homem é o único que tem de se forçar à atividade física programada, por ter adotado uma vida tão prática e confortável. O que equivale dizer - tão sedentária.

Mas, depois de vencido o primeiro quilômetro, a coisa pega no tranco e a gente vai. Na verdade, a gente volta, pois correr é quase sempre movimentar-se em círculo, partindo de um ponto e voltando a ele mesmo. Outra reflexão que sempre se instala. Se era para voltar para o mesmo lugar, por que fui? Parece a anedota do caiçara, ouvindo o homem da cidade aconselhá-lo sobre a necessidade de pescar mais, vender mais, comprar mais um, dois, dez barcos, ter uma frota, ter empregados trabalhando para ele, a fim de que ele pudesse, finalmente, deixar-se ficar na beira da praia, só descansando, ao que o pescador responderia - "E não é o que eu estou fazendo agora?"




Ainda assim, venço a tentação da inércia e vou. No sábado, dia 7 de junho, fui pela 40ª vez. Em quase seis anos de corrida, 40 provas. Neste ano, por conta das transmissões da Fórmula 1, tenho perdido algumas corridas, a maioria programada para as manhãs do domingo. Por isso, me animei com a idéia de fazer uma prova noturna. Sim, sábado à noite. A turma da Equipe Conexão, sob o comando do treinador José Eduardo Pompeu, compareceu em peso. No caminho, indo de comboio para a Cidade Universitária, eu repetia a todo instante a mesma pergunta - "O que estou fazendo aqui?".

Tinha sido um sábado cheio de atividades. Logo pela manhã, festa junina na escola dele. Na hora do almoço, um aniversário na casa de amigos, com pausa para ver o treino do GP do Canadá. Na volta para casa, tempo apenas para trocar de roupa e seguir para a Paulista, onde a turma se reuniria. Saí de casa com uma sensação estranha, por deixar pai e filho meio à deriva, numa noite de sábado.

A prova, Fila Night Run, 10 km, tinha largada marcada para as 20h. O mesmo embaço de sempre na hora de estacionar o carro, retirar o chip e guardar as sacolas no guarda-volumes. Pouco tempo para aquecer, muita gente na largada, sentença dada - vamos aquecer nos primeiros dois quilômetros e ver o que dá para melhorar daí para a frente.

Pouco antes da largada, percebi que aquela não era apenas minha primeira prova noturna. Eu simplesmente nunca havia corrido à noite, nem em treino. Sou diurna, gosto de acordar antes do sol para aproveitá-lo todinho e sempre sinto o gás acabando quando o entardecer se instala. Some-se a essa tendência natural a correria de sábado e minha perspectiva não era para um desempenho notável na prova.

Chegando à USP, um reforço inusitado para a energia da turma. Zoca saca de sua sacola uma lata de biscoitos cheia de... bolinhos de chuva! Sua doce Valéria havia preparado um farto carregamento da guloseima, que até aquela data nunca tinha se mostrado especialmente indicada para a nutrição de atletas antes do exercício.










Não sei se foi o bolinho da Valéria, o horário da largada ou a vontade de ir embora logo, mas o fato é que comecei a me sentir muito disposta durante a prova, fazendo os primeiros quilômetros sempre acima dos cinco minutos, mas não muito mais que isso. A partir do quinto, comecei a apertar o ritmo e terminei em 50min20, bem acima do meu recorde de 49min00, mas bem melhor do que eu imaginava no início da prova.

Terminado o evento, na volta para o carro, com uma vontade louca de voltar para minha casa, tive certeza de que foi uma boa experiência, mas talvez única. Dez quilômetros na noite de sábado já é manifestação patológica. Comecei, continuei e terminei com a mesma pergunta rondando minha mente - "O que eu estou fazendo aqui?"

Friday, June 06, 2008

Al Capone

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O maior gângster da história foi preso por sonegar impostos. Quase como Max Mosley, absolvido pelo "motivo errado". No GPTotal, o desenvolvimento desse tema e uma análise das mazelas de Nelson Piquet, o segundo. Vai lá, vai.

Thursday, June 05, 2008

Avante, patrício!

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A Eurocopa começa nesta semana, com jogos na Suíça e na Áustria. O repórter Julio Gomes vai cobrir a competição e hoje trouxe uma entrevista exclusiva com o principal jogador de Portugal, Cristiano Ronaldo, candidatíssimo ao título de melhor jogador do ano.

Como forma de homenagear meus antepassados, junto-me à torcida de Portugal. É só por isso que este post vem ilustrado assim, tão lindamente.

Tuesday, June 03, 2008

Mosley fica

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Quem apostou que ele cairia (como eu) queimou a língua. Por 103 votos contra 55, o presidente da FIA, Max Mosley, recebeu um voto de confiança da assembléia geral da entidade, em reunião realizada nesta terça-feira, em Paris.

A votação foi secreta (ah, assim fica fácil) e o resultado final, divulgado pela FIA, foi o seguinte:

Sim ao voto de confiança - 103
Não ao voto de confiança - 55
Abstenções - 7
Votos nulos - 4

Ou seja, uma lavada de Mosley.

Com o resultado, Mosley permanece em seu cargo pelo menos até novembro, quando devem acontecer novas eleições para a presidência da entidade.

Continuo achando que, se a votação fosse aberta, ele cairia.

Friday, May 30, 2008

Cai ou não cai?

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Na próxima terça-feira, dia 3 de junho, o presidente da FIA, a Federação Internacional de Automobilismo, Max Mosley, pode perder seu cargo. Na origem da eventual queda, a divulgação de uma orgia com temática sado-masoquista, apimentada por indumentária e ambientação nazistas.

Gostaria de debater dois aspectos.

Primeiro: você acha que Mosley cai ou não cai no dia 3?

Segundo: o que você acha mais condenável - a fantasia de Mosley, de cunho nazista, ou a divulgação da orgia pelo jornal "News of the world"?

Minha opinião: acho que ele cai, que os dirigentes do automobilismo não querem o incômodo de passar por omissos diante de um caso tão ruidoso. Ao fim e ao cabo, será um gesto hipócrita, porque a condenação, se vier, só virá em função da divulgação pública. Em outras palavras: os cartolas que votarem contra Mosley vão fazê-lo para ficar bem com a chamada "opinião pública". Mas, se soubessem que o velho Max é chegado em um chicotinho e isso não tivesse saído na imprensa, era bem capaz de olharem para ele com um misto de admiração e inveja, ansiando mesmo para serem convidados para suas "festinhas", como disse Nelson Piquet em seu habitual tom de deboche.

Segundo: acho que todos temos nossos esqueletos no armário e prezamos nossa privacidade. Ninguém gostaria de se ver exposto em um tablóide sensacionalista da maneira como Mosley foi. Pessoalmente, acho esse tipo de imprensa abjeta e não hesitaria em processar um veículo se fosse vítima dele. Mas, é o tal negócio, jornalecos como esse existem porque há quem os leia...

Monday, May 26, 2008

O nome da grana

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Hoje, em seu programa semanal de rádio, o presidente Lula afirmou que a América do Sul caminha para ter uma moeda única. Uma questão: como se chamaria o dinheiro do continente sul-americano?

Eu, que já passei por cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro (de novo), cruzeiro real e real, sempre acho uma perda de tempo essas trocas de nomes. Sempre achei que o dinheiro no Brasil deveria se chamar simplesmente "pau". Afinal, é assim que nos referimos ao preço das coisas, ou não?

"Quanto você pagou nesse tênis?"

"Duzentos paus".

Pronto, oficializa. E, de quebra, faz uma homenagem à origem do nome do país - Pau-Brasil. Só não sei se o resto do continente ia gostar...

E você, que nome daria para a moeda única da América do Sul?

Obrigada

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Certa vez, estava dentro do carro, na frente de um caixa eletrônico, quando vi um homem descer de seu automóvel e se dirigir a esse mesmo caixa. Havia algum movimento na rua, mas nenhuma das pessoas pareceu notar sua presença. Ele entrou, ficou alguns minutos lá dentro e saiu, sem que ninguém fizesse menção de lhe dirigir a palavra. Corintiana que sou, ainda assim fiquei espantada com a indiferença. Era Ademir da Guia, chamado por muitos de "Divino", um dos maiores jogadores que atuaram pelo Palmeiras. Ninguém deu bola.

Noutra vez, no Aeroporto de Guarulhos, reparei em um homem diante de um balcão de café, esperando seu pedido, olhando para o nada do saguão lotado. Sozinho na multidão, era Careca, um dos maiores centroavantes do São Paulo, titular da seleção de 1986.

Fama é assim mesmo. Chega, instala um turbilhão na vida do sujeito, torna-o celebridade e eventualmente rico, mas quase sempre vai embora. E ele que fique com suas lembranças e com seus dividendos.

Gustavo Kuerten foi o maior jogador de tênis da história do Brasil. Fez, com seu esforço, o inimaginável em um país que dá pouca importância para outros esportes que não sejam o futebol. E, ainda no futebol, esquece tão fácil seus ídolos de ontem.

Que Guga tenha uma vida feliz, que possa usufruir o que conquistou. Que seja reverenciado, para sempre. Obrigada, Guga!

Questão de estrela

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Sorte ou competência? O que, afinal, levou Lewis Hamilton à vitória no GP de Mônaco de 2008? Algumas considerações no GPTotal. Leia lá, comente!

Sunday, May 18, 2008

Juntos, outra vez

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Zelia Gattai não morreu ontem, na Bahia. Zelia tornou a viver. Pode ser que demore alguns dias, dias terrenos, essas vinte e quatro horas em que o planeta gira em torno de si mesmo, que convencionamos a chamar de dia. Em algum tempo, em medida que desconhecemos, Zelia reencontrará a vida porque estará de novo com seu grande amor.

Jorge Amado morreu em 2001, deixando para Zelia os dois filhos e os netos, a cadeira na Academia Brasileira de Letras, a solidão na casa do Rio Vermelho. Parece que foi mais cedo para arrumar a casa e esperá-la. Conhecendo Zelia e Jorge por meio dos livros dela, é de se imaginar que a casa estará uma bela bagunça. Zelia chegará para colocar ordem na nova vida dos dois.

Foi assim desde 1945, quando os dois se conheceram, ambos desquitados, militantes do Partido Comunista. Fascinada pelo escritor baiano, a paulistana assumiu a vida do marido como a própria vida. Mudou-se com ele para o Rio, acompanhando-o já eleito deputado federal. Declarado ilegal o partido, foram exilados para Paris, depois Praga, na então Tchecoslováquia, e finalmente, Salvador.

Mulher, desquitada, militante comunista. Zelia mudou-se com Jorge para o mundo deixando tudo para trás. Teve coragem até para deixar o filho, fruto de um primeiro casamento, aos cuidados das irmãs. Não, esse não era um amor qualquer.

Colocou ordem na vida de Jorge, responsabilizando-se até por passar a limpo e revisar seus originais.

Escritor popular, talvez o mais popular do Brasil, Jorge sabia que não era considerado pela intelectualidade como um literato. Talvez não fosse mesmo, mas não parecia se importar com isso. Jorge talvez tivesse a consciência da missão nobre a ele reservada: enfiar a cara de milhares, milhões de pessoas em todo o mundo dentro de um livro. Não há que ser literato para isso, há que ser bom contador de histórias.



E foi o talento para contar histórias que Jorge detectou na mulher, incentivando-a a escrever suas memórias. "Anarquistas graças a deus" foi o livro de estréia de Zelia, aos 63 anos de idade. O conselho dele: escreva de maneira simples, sem parecer literato. Não somos literatos.

Com sua singeleza, Zelia tornou-se uma competente cronista de suas épocas. Da São Paulo dos anos 20 e 30, do Rio de Janeiro dos anos 40, da Europa dos anos 50. Histórias prosaicas, daquelas que aconteciam na vida de qualquer um, transcritas em textos fluidos, sem empáfia.

Zelia, como Jorge, ajudou a despertar em muitos leitores o amor pelos livros. Obrigada, Zelia, vai cuidar do teu baiano romântico e sensual, vai.

Tuesday, May 13, 2008

Vocé é o...?

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O pai é provavelmente a maior enciclopédia viva sobre automobilismo no Brasil. A mãe dá seus pitacos sobre corrida desde 1991. Resultado é que o rapazinho sempre responde do mesmo jeito quando perguntado sobre seu time preferido: "Não gosto de futebol".

E não gosta mesmo. Na TV, nem pensar. Na escola, participa e se diverte nas aulas do esporte bretão, mas de fato canaliza todo interesse em esporte para coisas que se movam, com duas ou com quatro rodas.

Certo dia, o jovem blogueiro acompanhava uma conversa da mãe com a avó. "Puxa, você viu que a filha do Pelé morreu?".

Ele, de imediato: "Quem é Pelé?"

A avó achou um acinte. "Se seu avô fosse vivo, você saberia quem era o Pelé." O avô, torcedor da Lusa, sofreu como todos os outros times com aquele camisa dez do Santos. Mas, como todo brasileiro, era admirador do atleta do século. Contaria histórias de Edson Arantes do Nascimento e o guri saberia, certamente, quem é Pelé.

Mas não sabia, nem se interessou em pesquisar. Dias depois, vai Pelé homenagear Michael Schumacher, que em Interlagos fazia sua última corrida na Fórmula 1.

"Tá lá, Gabriel, tá vendo aquele cara entregando um troféu para o Schumacher? Aquele é o Pelé."

E para ele, provavelmente, Pelé ainda é o sujeito que fez uma homenagem ao alemão no grid do GP do Brasil de 2006.

Monday, May 12, 2008

Esconde que desaparece?

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Ontem, durante o GP da Turquia, algo raríssimo aconteceu: uma ultapassagen, e não uma ultrapassagem qualquer, mas uma manobra que valeu a liderança da corrida.

Quando Lewis Hamilton passou Felipe Massa, durante a transmissão pela Band News e Bandeirantes AM, lembramos que isso não acontecia desde o GP da Europa do ano passado. Naquela corrida, em Nurburgring, foi Fernando Alonso que assumiu a liderança em uma manobra na pista, deixando em segundo, justamente, o mesmo Felipe Massa.

Viva, aleluia, uma ultrapassagem!

É certo que Hamilton perdeu a liderança por conta da estratégia de corrida, obrigado a fazer uma parada a mais nos boxes. Mas foi uma linda manobra, e foi ótimo ver uma ultrapassagem valendo o primeiro lugar, nesses tempos de vacas magras no quesito competitividade na Fórmula 1.

Mas, se você perdeu a corrida e quis ver o compacto no Sportv, provavelmente não está entendendo nada do que escrevi. Simplesmente porque o compacto do Sportv não mostrou a ultrapassagem de Hamilton sobre Massa.

Compreensível: Massa é inatacável. Na disputa direta pelo título, Massa é o herói a ser preservado. Se a TV esconder a ultrapassagem de Hamilton sobre ele, talvez ela deixe de existir.

Uma grande bobagem: a bela ultrapassagem de Hamilton sobre Massa valorizou a vitória do brasileiro. Eu disse isso no ar, cutucando indiretamente a torcida palmeirense: disse que era melhor vencer assim, enfrentando dificuldades, do que ganhar muito fácil, por exemplo, de 5 x 0. Só uma brincadeira, amigos alvi-verdes! Mas a do Sportv...

Thursday, May 08, 2008

Mosca


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Na terça-feira, logo cedo, abri o Blog do Ico e li a notícia sobre a falência da Super Aguri. Na hora, duas coisas me chamaram a atenção: o furo do Ico e o futuro do piloto Takuma Sato.

Furo do Ico, sim senhor. O blog dele anunciou o fim da equipe antes de qualquer site da imprensa brasileira. Vantagens de quem mora na Europa e se liga desde cedo nas notícias.

Juro que, na mesma hora, pensei sobre o futuro de Takuma Sato. Ora, se a Honda criou uma equipe satélite só para empregar o piloto japonês, é lógico pensar que ele não vai ficar a pé, assim, de uma hora para a outra. É provável que a Honda o absorva.

"Será que ele pega o lugar do Rubinho?", pensei.

Pensei mas não escrevi, comi mosca. Ontem, um site italiano levantou essa bola.

Se o simpático Sato tomar o lugar do brasileiro, que seja pelo menos depois do GP do Canadá. Rubens acha que bate o recorde de participações na Fórmula 1 no próximo domingo, superando o italiano Riccardo Patrese. Ele acha, mas muita gente contesta, dizendo que faltariam pelo menos duas provas para que esse recorde fosse realmente batido. Tomara que seja depois do Canadá, para se cumprirem essas tais duas provas, porque vai ser dose aturar mais essa polêmica na carreira de Barrichello...

Saturday, May 03, 2008

Para gostar de ler - Contos de Gabriel García Márquez


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Faz tempo que não escrevo sobre livros, por isso resolvi escrever sobre dois de uma só vez. Recentemente, li dois livros de contos do colombiano Gabriel García Márquez, provavelmente meu escritor preferido.

Desde que li "Cem anos de solidão", em 1984, sempre procurei ler tudo que pudesse desse autor. Até que, há alguns meses, percebi que estavam faltando pouquíssimos livros dele para que eu completasse toda a obra literária de García Márquez. Sempre que vou a uma livraria, dou uma vasculhada na prateleira de autores latino-americanos, para ver se tem algum desses que me faltam. Foi dessa forma que li, em 2008, as coletâneas "Os funerais da Mamãe Grande" e "Olhos de cão azul", exatamente nesta ordem.

É muito interessante ler o "jovem" García Márquez depois de já ter lido o autor consagrado, ganhador do Nobel de Literatura em 1982. Cito o jovem porque os dois livros de contos trazem histórias escritas no início da carreira, antes do sucesso de "Cem anos de solidão". E ambos funcionam como uma espécie de rascunho do que seria a grande obra do autor. Seja pelos temas, pelas referências à fictícia Macondo, onde se passa a trama de "Cem anos", seja pelos toques do chamado realismo fantástico, seja, ainda, pelo estilo em formação do autor, já com suas metáforas e com seu ritmo de texto, que alterna frases longas, algo rebuscadas, com outras, curtíssimas, com o poder de navalhas ultra-afiadas.

"Olhos de cão azul" reúne contos escritos entre 1947 e 1955, em publicações diversas. A coletânea, como livro, só saiu em 1974. Os contos têm em comum o mesmo tema - a morte, tratada de formas diversas. O conto de abertura, "A terceira renúncia", remete a um morto consciente do próprio corpo inerte e da própria morte. Faz lembrar o célebre "Pedro Páramo", conto de Juan Rulfo, tido como grande influenciador de García Márquez e de grande parte da geração de escritores latino-americanos florescida nas décadas de 1950 e 1960.

Está nesse livro, também, o inquietante e opressivo "Isabel vendo chover em Macondo", conto que antecipa a atmosfera de uma importante passagem de "Cem anos de solidão". Meu conto preferido, nesta obra, foi "Nabo, o negro que fez esperar os anjos", menos pela temática, mais pelo incrível parágrafo final, um looping de uma página e meia e um fôlego só, revelador do grande narrador que viria a ser García Márquez nos anos seguintes.

"Os funerais da Mamãe Grande", lançado em 1962, também traz alusões a Macondo. É na fictícia cidade criada por García Márquez que se desenrola o conto que dá nome à coletânea. O colombiano, em várias entrevistas, citou Érico Veríssimo e sua obra "O tempo e o vento" como influência importante de "Cem anos de solidão". Neste "Mamãe Grande", no entanto, há um quê de Jorge Amado, com um universo povoado por representantes de uma casta aristocrática opressora e gente do povo, fartamente oprimida. Deste livro, meu preferido é "Nesta terra não há ladrões", a história de um roubo e a luta de um homem com sua consciência e com sua miséria, para tentar desfazer-se da culpa e das provas de seu crime.

Dizer que recomendo a leitura de García Márquez é redundância. Serei, portanto, redundante: se puder, leia "Os funerais da Mamãe Grande" e "Olhos de cão azul". Se você já leu ou se quiser comentar qualquer coisa sobre as obras e seu autor, o espaço, como sempre, está aberto.

Monday, April 28, 2008

Homens de gelo

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Heikki Kovalainen e Kimi Raikkonen, os dois protagonistas do GP da Espanha, são o tema principal da minha coluna, no GPTotal.

Ao final, um tema para o debate: a TV precisa mesmo mostrar TUDO?

E, aproveitando, para quem ouviu a transmissão pela Rádio Bandeirantes/ Band News FM: o canal está aberto para comentários.

Uma ótima semana!

Thursday, April 24, 2008

Aperta que ele cria?

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No post sobre o "Clube da Esquina", um comentário do leitor Mauro Chazanas me chamou muito a atenção. Tanto que tomo as palavras dele emprestadas e lanço a discussão: será que os grandes autores da era de ouro da MPB criaram mais e melhor durante a ditadura? O fim do regime autoritário, coincidindo com uma fase menor na carreira desses artistas, estaria diretamente ligado à baixa criatividade?

As palavras do Mauro, literalmente:

"O assunto é: até que ponto o período de maior criatividade da MPB - pra ficar só na MPB - "dependeu" da existência da ditadura militar pra florescer. Deixando bem claro, nem quero correr riscos por isso quero evitar equívocos, não estou dizendo que a ditadura ajudou de qualquer forma os artistas, pelo contrário, todo mundo sabe ou melhor, todo mundo sabe o que veio à público sobre o que a ditadura fez, também em relação à àrte - "Maninha", do Chico: "(...) pois hoje só dá erva-daninha no chão que ele pisou(...)". Estou me referindo à contradição de, num regime onde classificá-lo de "autoritário" seria ser suave, brotar tanta beleza, riqueza.
E de onde vêm os fatos para se chegar a esta pergunta? Por exemplo, dois ítens: um, pela comparação entre o número de compositores e letristas - de novo, lembrando que estou só falando de MPB - surgidos na época, de tantas e tantas canções e o número de novos artistas (que permaneceram ou permanecerão como eles, como Chico, Milton, e os mais)surgidos depois da ditadura; dois, pela produção daqueles mesmos artistas no pós-ditadura. Dá, acho - e aí talvez haja polêmica - pra separar a obra do Milton, do Chico, do Caetano, do Gil e tantas e tantos entre o que criaram na ditadura e o que veio após seu fim. Fizeram muita coisa boa depois sim, mas em menor número do que eles mesmos fizeram antes.

Mais uma coisa pra não deixar dúvidas, não estou querendo dizer com isto que a ditadura teve lá seus méritos. Não reconheço nela mérito algum. Não teve um dia sequer de minha vida escolar, do primário até meu comêço de USP que não fosse sob o tacão daquela turma. Não tenho saudades. Todas as canções jamais feitas não valem o que eles fizeram."

Eu tenho uma opinião sobre este tema, e vou deixá-la para a caixa de comentários, debatendo junto com vocês. Vamos nessa?