Friday, April 14, 2006

Reforma do código penal

Não, não sou advogada. Mas às vezes me ocorrem sugestões para melhorar nossos diversos códigos de leis. E como precisamos de pausa para rir um pouco, convido os amigos a compartilhar as minhas e contribuir com novas idéias.

Já é tempo de classificarmos como "crimes hediondos" as seguintes infrações, incorreções, inconveniências e aporrinhações:

- usar uma fita colante (de qualquer espécie: durex, fita isolante, esparadrapo etc.) e não dobrar-lhe a ponta após o uso (já tentou usar uma assim, depois que algum infeliz esqueceu de dobrar a pontinha?).
- referir-se a marcas e modelos de carros com apelidos ou diminutivos: Merça no lugar de Mercedes Benz, BM em vez de BMW (isso é um asco!), Fuca substituindo Fusca. Enquadram-se na categoria os abomináveis Gol Quadrado e Gol Bolinha.
- falar com entonação de idiota quando se dirige a um bebê. Falar com entonação de bebê quando se dirige ao(à) namorado(a). Chamar o(a) namorado (a) de bebê.
- exclusivo para homens: tingir os fios do bigode. (aliás, bigode sem barba não é bem um crime hediondo, mas um passo para continuar sozinho nas noites de sábado)
- exclusivo para mulheres: mini blusa + calça de cintura baixa + formações adiposas abdominais (incorrer nesse crime deveria dar direito a cumprir a pena em um spa. Como o estado não dispõe de recursos para tal, no lugar de spa, esparadrapo. Feche a boca ou mude o look, minha filha. E não se esqueça de dobrar a ponta do esparadrapo depois!)

Quem dá mais?

28 comments:

L-A. Pandini said...

Sugestões de crimes hediondos:
- "Tunar" (fazer tuning em) automóveis (ou em qualquer outro meio de transporte);
- Fazer perguntas-trocadilhos infames, tipo "é pavê ou pra comê?" (sic)

Véio Gagá - BH said...

Mais alguns:
- Filé à parmegiana com molho à bolhonhesa. (Sim! Aqui em BH tem isso! Pode uma coisa dessas? Colocar carne moída em cima de filé?)
- Atender e falar alto ao celular que tocou no cinema, no teatro, na igreja, na sala de aula, numa conferência, num restaurante...
- cumprimentar estendendo só a pontinha dos dedos.
- fumar na presença de mulheres grávidas (minha mulher tem sofrido com esse tipo de comportamento)
- homens usando calças que caem até a metade da bunda e ficam com as cuecas (e os pêlos púbicos) à mostra
- mulheres que mostram o "cofrinho"
- pedir (pra comer sozinho) uma pizza grande e um refrigerante light.

Gustavo Migliavacca said...

Minha humilde contribuição:
- banir o linguajar "orkut" tipo: "naun, minina, aki, ....etc";
- som alto (muito alto) dos tunners de plantão, quanto mais alto o investimento em som, mais baixo fica o padrão musical;
- comercial de cerveja tratando as mulheres como tolas deitadas ao sol pensando em "sei lá o que, de bobeira";
- ...etc, etc, etc.

Fábio said...

- Trocar o nome Orkut por qualquer apelido besta: yorkut, etc e etc.

- O Cabelo tingido de Leão e Ricardinho.

Deu, deu.

Alessandra Alves said...

véio gagá, me explica melhor essa história do molho à bolonhesa: minha prima milly foi a bh um tempo atrás e, convidada para comer uma pizza, quase caiu de costas quando, junto, veio uma travessa com molho à bolonhesa para acompanhar!!! eu sei que, no rio, as pizzarias costumam ter ketchup e mostarda na mesa, o que já me parece bastante estranho, mas essa do molho à bolonhesa se superou!

no capítulo gastonômico dos crimes hediondos, eu lembraria o marcio alemão, colunista do tema na revista carta capital. ele eventualmente se refere a misturas esdrúxulas e invenções marketeiras, como as famigeradas variações de panetonnes. pois um dia, de brincadeira, ele falou que ainda vão inventar o panetonne de calabresa e o incrível aconteceu: eu vi uma receita de panetonne de calabresa!

Véio Gagá - BH said...

Alê, é que aqui em BH o pessoal tem mania de molho à bolonhesa (tem pizza de frango com molho à bolonhesa e de palmito à bolonhesa, por exemplo). Portanto, quando vier pra cá, seja explícita no tipo de molo que você quer no seu prato, pra não ser surpreendida.
Outro crime culinário hediondo: Já vi gente "molhando" a batata frita no sorvete do MacDonald's.
Abraço,

Alexandre Carvalho said...

Crime é torcer pra Lusa. (1x1 não dá)

Cynthia said...

Vou ser presa e condenada à pena de morte. Isto de dobrar a ponta dos "colantes" é uma regra muito saudável, mas quando eu vejo, já fiz a caca...
E já que vou ser condenada, pode colocar aí: conversar com os cachorros como se eles fossem gente.

Anonymous said...

Imputabilidade penal indepente de idade, com pena adequada....
Descriminalização do uso da maconha...
Tornar hediondo os crimes contra a administração pública, sem direito a sursis, progressão da pena ou qualquer outra espécie de benefício...

Daniel Carlos Nava said...

Defender ideologias sem ter a menor idéia do que se trata. Um exemplo, em um muro perto do meu trabalho "Ecologia... Preserve-a". Se serguirmos isso ao pé da letra podemos jogar bombas nucleares no mundo inteiro, desde que sobre alguém para estudar o ambiente (seja lá como estiver).

Daniel Carlos Nava said...

E não me venha com descriminalização da maconha e proibição do tabaco, como querem alguns politicamente corretos.

Alessandra Alves said...

véio gagá: vou me lembrar dos seus conselhos gastronômicos no dia que for à bh!

alexandre: tadinhos dos torcedores da Lusa! meu pai, lá no céu, incluído. Ele, muito sábio, jamais assistia ou ouvia os jogos da Portuguesa, usando como argumento a certeza da alegria. "Se ganha, fico feliz. Se perde, fico feliz de não ter perdido meu tempo". Pense a respeito.

Cy: eu acho simpático conversar com cachorros como se fossem pessoas. Você não poderia latir para eles, concorda? Isso sim seria hediondo. Agora, se você fala com eles como criança, aí é dose, né?! quanto às fitas colantes, teje condenada!

Anônimo: o post era cômico, mas não me furto a comentar, já pegando carona no que disse o Daniel. De fato, pleitear a discriminalização da maconha e a proibição do tabaco é de doer. Ao contrário de muitos dos politicamente responsáveis, não sou a favor da discriminalização da maconha e também sou contra o aborto, por uma série de razões de caráter religioso, humanista e filosófico. Um dia eu falo disso.

Daniel: adorei seu comentário sobre a Ecologia. Deve ter sido escrito por algum militante ambiental desempregado! (hahahahaha)

Alessandra Alves said...

véio gagá: vou me lembrar dos seus conselhos gastronômicos no dia que for à bh!

alexandre: tadinhos dos torcedores da Lusa! meu pai, lá no céu, incluído. Ele, muito sábio, jamais assistia ou ouvia os jogos da Portuguesa, usando como argumento a certeza da alegria. "Se ganha, fico feliz. Se perde, fico feliz de não ter perdido meu tempo". Pense a respeito.

Cy: eu acho simpático conversar com cachorros como se fossem pessoas. Você não poderia latir para eles, concorda? Isso sim seria hediondo. Agora, se você fala com eles como criança, aí é dose, né?! quanto às fitas colantes, teje condenada!

Anônimo: o post era cômico, mas não me furto a comentar, já pegando carona no que disse o Daniel. De fato, pleitear a discriminalização da maconha e a proibição do tabaco é de doer. Ao contrário de muitos dos politicamente responsáveis, não sou a favor da discriminalização da maconha e também sou contra o aborto, por uma série de razões de caráter religioso, humanista e filosófico. Um dia eu falo disso.

Daniel: adorei seu comentário sobre a Ecologia. Deve ter sido escrito por algum militante ambiental desempregado! (hahahahaha)

Alexandre Carvalho said...

tá bom, torcer pra Lusa não é crime. Mas assistir aos jogos é cumprir pena. Eu tento ser igual ao seu pai, mas é só ter jogo lá no Canindé, já estou lá, cumprindo minha pena (que tomara ser perpétua).
Seguindo o raciocínio do muro, que tal: "Matemática... Preserve-a"?

Daniel Carlos Nava said...

Alessandra, já que você mencionou do aborto, e quem é a favor do aborto e contra a pena de morte (sou contra os dois). Ou vice versa. Se quiser ser coerente, que seja a favor ou contra as duas posições. Se bem que da vontade de mandar alguns bandidos pra "cucuia", como se dizia no interior, quando se está de cabeça quente, isso dá.

Daniel Carlos Nava said...

Agora vou ser polêmico. Acho ridículo quando o Greenpeace vai atrás de baleeiros japoneses com um navio velho e poluidor, colocando ele na frente do outro com o risco de abalroamento e vazamento de óleo. Não deveriam ir em um barco a energia solar? Ou um veleiro?

Alessandra Alves said...

Alexandre: e quando vai ao Canindé, você come tremoços? Ouvi falar esses dias, após a nova queda da Lusa, que o clube deve mais de 300 milhões e corre o risco de perder o estádio. Você conhece alguma coisa sobre isso?

Daniel, fechamos questão: nas poucas vezes em que me disponho a discutir sobre aborto, uso exatamente esse paralelo que você fez. Por que não pena de morte e por que sim aborto?

Sobre o Greenpeace, bem observado, mas acho que ele faz parte daquelas instituições que têm mais valor pelo que levantam de questões que propriamente pela ação direta. Agora, que tem muita gente, empresas e instituições simplesmente pegando carona no marketing da responsabilidade ambiental, isso tem...

Alexandre Carvalho said...

Não, eu não como, mas meu pai devora vários (e vários vão ao campo, como na sua Parábola do Tremoço - Isso podia entrar no código Penal também - "Jogador encerra a carreira depois de ser alvejado por tremoço").
Pelo que sei, os 300 milhões são a soma dos vários processos contra a Portuguesa.
Creio que não perderá o estádio, apesar do Presidente dizer que não tem nada da Portuguesa que não esteja penhorado.

Anonymous said...

Por que, quem goste, não pode fumar um baseado em paz?
Por que, quem queira comprar um simples baseado, deve correr o risco de ser preso, esculachado ou extorquido por um tira corrupto?
Por que mulheres podem usar laquê, maquilagem e o escambau, e, quem queira, não pode usar um simples olho vermelho?
Por que um fdp pode encher a cara no botequin da esquina, sair azucrinando a tudo e a todos, enquanto, quem queira não pode, em paz, fumar um baseado ou, em paz, assistir a um filme de Godard, ler Nietsche ou, simplesmente em paz, ver um por do sol no Pico do Jaraguá sem levar um enquadro de arrepiar da Rota?
Se há ansioliticos, tabacos, álcool e tantas outras substâncias de sabores e cores diferenciados, por que, quem queira, não pode escolher um que seja natural?
Por que quem não quer e quem não gosta da erva se acredita investido de poder suficiente a censurar hábitos que deveriam ser objeto de livre arbítrio?
Por que não tem dúvida este anônimo que vcs irão esculachar estas idéias, mantendo no armário da alma suas mazelas, ao invés de simplesmente aceitar as diferentes escolhas que diferentes pessoas possam ter?
Por que neste país, de tantas vicissitudes e diferenças que realmente deveriam importar, a inscrição 'libertas quae sera tamem' não passa de tinta vermelha inserida em tecido branco, ao invés de ser realmente o lema da nação?
Por que, para expor no futuro, com tranquilidade e respeito quaisquer de minhas outras idéias, devo nesta manter-me anônimo, pois, independente de ser adepto ou não, o que ninguém pode afirmar, estaria taxado como maconheiro e, segundo Danuza Leão, a rainha socialaite, sei lá por quais motivos, em quem usa drogas não se pode confiar?
Por que se pode confiar em tão em padres pedófilos, em políticos corruptos, em jornalistas tendenciosos, em tiras assassinos, em advogados malandros, em banqueiros gananciosos, em médicos abortistas, em pastores que chutam a Santa e em toda sorte de canalha que por aqui habita?
Senhoras e senhores, ás pedras...........

mario lago said...

Olá Alessandra!
Navegando pelo GPTotal, lendo sua última coluna "vôo de galinha", muito boa por sinal, me ocorreu de lhe sugerir para que fizesse como o Flávio, que insere no blig do Gomes suas colunas warm up. Aliás, navegando em suas colunas anteriores, acabei vendo sua foto, pelo que sugeri também que a exponha por aqui. Com todo respeito, tá gata na foto né! Valeu!!!!

Véio Gagá - BH said...

Anônimo, simplesmente porque nunca vi quem fuma 3 maços de cigarro comum (não é o meu caso, que não fumo nem um cigarro) num dia, ficar entorpecido ou doidão. Se mata, mas não fica doidão. A questão não é se faz mal ou não, mas sim se é entorpecente ou não. A discussão deve girar entre maconha e álcool (outro entorpecente) e nunca entre maconha e cigarro ou ouras substâncias vendidas sob prescrição médica. Vamos tomar cuidado pra um post divertido não virar um fórum de discussão. Se a Alessandra quisesse, faria um post sério a respeito do assunto, mas neste post ela não quis. Não devemos respeitar a vontade do autor?

Outra pro novo código penal: Não respeitar a idéia e/ou o tema central posto em blogs, fazendo de uma piada uma discussão. Pena: de 1 a 3 meses sem computador e multa de 15 voltas em torno de si mesmo ou até ficar tonto. Pena alternativa: Ir a 5 jogos da lusa no Canindé.

Alessandra Alves said...

alexandre: tomara que a Lusa não perca mesmo seu estádio. Sabe uma coisa que me incomoda muito nessa história, além de ver um time de tradição (o time do meu pai!) nessa situação? É a perspectiva de um credor ficar com o estádio, derrubar tudo e transformar o terreno em um shopping, um hipermercado ou mais um arranha-céu na cidade de São Paulo.

anônimo: eu normalmente não respondo colocações apócrifas, mas vou abrir uma exceção no seu caso, até porque seu anonimato se justifica pelo teor das suas colocações.

e respondo dizendo que talvez minha posição contra a liberação da maconha e de outros tipos de droga tenha mais de caráter pessoal que de ideologia. eu poderia rebater muitas das suas colocações com a idéia, na qual realmente acredito e que me tem servido de guia para rebater os críticos ensandecidos do governo federal, de que é preciso acabar com a corrupção em todos os níveis e nichos (a começar pela nossa casa e pelos nossos atos).

transpondo isso para sua argumentação, eu poderia dizer que sou contra a droga como também sou contra o uso inadequado do álcool, dos medicamentos e de qualquer outra substância que altere a percepção da realidade e que, em tese, pode levar o ser humano a cometer algum ato prejudicial a si (o que é problema de cada um) e ao outro (problema de toda a sociedade). nessa linha de raciocínio, eu encerraria dizendo que o ideal seria a venda de bebida alcoólica somente a maiores de idade, que os maiores de idade deveriam consumir no limite de sua sobriedade, que medicamentos só deveriam sair da farmácia com receita médica, e que médicos fajutos não deveriam adiantar prescrições fajutas a amigos e/ou clientes.

e por que escrevi tudo isso no condicional? porque sei que essa realidade pertence a um mundo imaginário, idealizado, pelo menos para nós, para nossa sociedade. não posso deixar de concordar com você: com tanta miséria, material e moral, o cidadão que fuma maconha para relaxar, assistir seu filme, ler seu livro (e, confesso, adorei as citações de Goddard e Nietche!) é uma questão que não diz respeito a ninguém.

mas, como eu disse no começo, minhas razões são mais pessoais que ideológicas. Sou mãe de um menino de quase seis anos. Acho que o mundo já oferece muitas formas de escapismo (como você mesmo mencionou), algumas potencialmente perigosas para si e para os outros. O fato de a maconha não ter seu uso liberado não vai impedir que ela chegue até meu filho, mas não haver o estímulo para seu consumo, pelo menos de forma massificada e institucionalizada (porque, convenhamos, se liberar, vai fazer propaganda até em ipod, né?!) eu acho importante.

Alessandra Alves said...

mário, eu eventualmente coloco um link aqui para minhas colunas no GPTotal, mas dessa vez escapou, porque a programação das colunas foi alterada sem que eu soubesse. coradinha de vergonha, agradeço pelo elogio...

véio gagá: suas colocações foram pertinentes, muito! Vamos dar um desconto para o anônimo. era piada, verdade, mas obrigar o coitado a ver cinco jogos da Lusa no Canindé pode reverter como punição excessiva (hehehe, brincadeirinha, alexandre).

vou acrescentar mais um crime hediondo: o gerundismo! "Vou estar postando outro assunto amanhã." Se eu escrevesse assim, acho que ninguém viria aqui ler, né?

Alexandre Carvalho said...

Do jeito que anda a Lusa, prefiro ficar 3 meses sem computador e pagar multa de 15 voltas em torno de mim mesmo. Ainda ter que ouvir o livro do FHC ditado por ele mesmo no trânsito de SP. (está última para crimes hediondos).

Gustavo Migliavacca said...

E voltando ao assunto do tópico:
- Tema de Vangelis em 80% das cerimônias de formatura;
- Cerimônias de formatura (estou atacando tema "festivo" hoje), demasiadamente demoradas;
- Noivos batendo mil fotos e os convidados quase comendo os enfeites de fome....

P.s: pedras,já basta muita gente dirigindo alcoolizada nos finais de semana - imagine-se então - sob o efeito de maconha.

Daniel Carlos Nava said...

Mais um crime hediondo: Carro velho quebrado na saída de túnel. Neste caso sou réu confesso, pois o meu já parou na saída do Tribunal de Justiça (o túnel), deixando um trânsito infernal atrás de mim.

Anonymous said...

Alessandra, suas colocações, além de educadas, foram pertinentes, adequadas e convincentes.
Aos demais, obrigado pelo tratamento light com pedras de isopor.
Concordo com o véio gagá, peço desculpas, para não mais distorcer o post proposto, encerrando o tema.
Abraço a todos e bom feriado!

Gustavo Alves said...

Já que estou entrando atrasado na discussão, vou primeiro me juntar ao Véio Gagá mineiro (ou em Minas): distorcer o assunto de uma discussão para uma obsessão pessoal deveria ser crime.

Para pessoas como eu, que não gostam de cachorro, o crime hediondo é a frase: "Mas ele só late, não faz nada!".
As pessoas acham que é minha vontade não gostar de cães? Acham que é agradável não ir à determinados lugares porque lá tem cachorro?
Se eu fosse um Juiz-Despota-penal, eu já teria prendido uma velha que mora no meu prédio. Todo dia de manhã, a criminosa leva o vira-lata dela para passear e na hora que entra na garagem ela solta o assassino. O assassino vai vagarosamente até a porta do elevador, entra no elevador e senta. E eu fico ali, como uma vítima indefesa, grudado no canto de elevador, assustado. Que vergonhoso!