Saturday, September 27, 2008

Adeus, Doc Hudson


Paul Newman gostava tanto de corridas que tornou-se até dono de uma equipe, na Fórmula Indy. Mais: participou de corridas como piloto, como está bem descrito aqui, no texto de quem mais entende desse negócio de corridas.

Símbolo de beleza masculina para a geração da minha mãe, Paul Newman era, para mim, um belo senhor de olhos azuis que sempre me divertia em suas entrevistas, com um mau humor delicioso, como aconteceu uma vez no talk show de David Letterman, outro apaixonado por automobilismo.

Desde 2006, na minha casa, Paul Newman passou a ser simplesmente a voz de Doc Hudson, talvez o personagem mais mítico do filme "Carros", protagonista da cena que mais me emocionou no filme, quando o veterano carro de corridas retorna a um circuito depois de muitos anos e é ovacionado pela platéia. Quando "Carros" foi lançado, lembro de ter dito que nenhum outro ator poderia ter feito a voz do velho Hudson Hornett. Se fizerem continuação, vai ser difícil substituir.

RIP, Doc Hudson.

6 comments:

Ron Groo said...

Eu nao sou muito chegado a filmes pelo simples fato de nunca conseguir assistir nenhum inteiro.
Comprei o Grand Prix e já o assisti umas dez vezes, mas sempre aos pedaços por dormir no meio, parece patológico...
Minhas lembranças do Sr. Newman vem mais de sua equipe de corridas a Newman-Hass, que em minha modesta opinião só ficava atrás da Penske em simpátia naquela categoria.
Meu pai disse hoje pela manhã quando comentei com ele que Newman tinha falecido que o filme "Dois homens e um destino era o melhor filme que ele já tinha visto. Fiquei com a sensação de que perdi muita coisa legal dormindo nos filmes porque nem do 24 horas de Le Mans eu consegui comentar com ele de forma decente.
Good bye Butch Cassady.

Celinho Boy said...

Alessandra, interessante ter lembrado dum personagem que ele dubla do que "Butch Cassidy", Golpe de Mestre, etc e tal. De fato foi uma perda muito sentida. Era um dos mais talentosos e considerados um dos mais belos, não apenas pelos olhos, mas pelas ações que ele fazia. Ele vendia alimentos com a marca dele e doava para instituições de caridade. Newman Hass, bem que esse nome era bem familiar, hein.
Não cheguei a ver todos os filmes dele, sequer um filme inteiro. Mas vai ficar a saudade em todos os fãs.
Beijos e abraços

Eloisa said...

Nem consegui me despedir de ti!! Foi um prazer!! pena que lá a gente precise ficar tão quieta ahahahah

Eu fiquei sabendo no sábado de manhã, que os inconfundíveis olhos azuis já não brilhavam. Realmente vai fazer falta, ele foi um dos poucos que todos respeitavam.

Alessandra Alves said...

ron: agora eu te peguei! por vários comentários - e por este em especial - tenho uma impressão forte, quase certeza, de que você é hiperativo. acertei? quando você disse que raramente consegue ver um filme inteiro, me lembrei do meu filho, que tem a mesma característica e é hiperativo. desculpe se chutei errado!

celinho: de fato, a voz do Doc Hudson foi o trabalho do Paul Newman que mais me marcou. não que eu não goste de cinema, mas não sou grande conhecedora e minha memória não retém muito este assunto. bem lembrado o trabalho filantrópico dele!

eloisa: também foi um prazer conhecer você! pena que nos desencontramos na saída. fiquemos em contato!

Fabrizio Salina said...

É por essas e outras que insisto: quer casar comigo?
Sensibilidade... seu post!

Gil said...

Alessandra, se me permite: eu não sou da geração da sua mãe, mas (por mais que possa parecer esquisito) babo pelos atores da época dela. O Newman era um deles, mas também teve o Montgomery Cliff, o Yul Bryner, o Cary Grant, o Gregory Peck, o Clark Gable (ok, não era bonito, mas os "charmosos" são sensacionais hahahaha).

Outra coisa legal do Newman é que ele não "aderiu ao sistema de Hollywood". Vivia do jeito que queria e acreditava ser o que um ser humano digno faria, adorava o jeito como ele falava da esposa e ainda por cima era apaixonado por esse tal de automobilismo que a gente tanto gosta.

Enfim, o homem não era de se jogar fora MESMO!