Tuesday, November 06, 2007

O cara

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Eu disse que só voltaria a falar de Fórmula 1 se algo excepcional acontecesse. Pois bem. Não é bem Fórmula 1, mas é excepcional.

Para quem não conhece, esse cara aí da foto se chama Alessandro Zanardi, italiano, foi piloto de Fórmula 1 nos anos 1990, depois foi correr nos Estados Unidos, numa daquelas categorias que nunca se chamaram mas pensamos que se chama Fórmula Indy.

Em 2001, Zanardi sofreu um acidente na Alemanha, quase morreu, perdeu sangue até e perdeu também as duas pernas. Quando a esposa lhe informou o que tinha acontecido - ele estava tão xarope que não tinha consciência da dupla amputação - sua reação foi desconcertante. "Está tudo bem, tenho você e nosso filho."

Alex, como é chamado, saiu andando do hospital, em um esforço incomum para se adaptar à nova vida, com próteses. Poucos anos depois, voltou a correr, em carros de rua, na equipe da BMW. Como diria Enzo Ferrari, "pilotti, che gente...".

Pois agora Alex se sai com essa. Disputou a Maratona de Nova York, no último final de semana, correndo na turma dos cadeirantes. Cumpriu os mais de 42 quilômetros da prova em 1h33min17s.

A notícia me fez tomar duas decisões. A primeira: compartilhar mais este magnífico exemplo de superação com os leitores deste blog. A segunda: traçar o plano para correr essa prova assim que possível. Fico lhe devendo esta, xará!

11 comments:

Ron Groo said...

É mesmo. Zanardi é o maior exemplo de superação e amor a vida que pode existir.
E quanto a correr na grande maçã. Vai sim! Só pra gente ter pra quem torcer... Eu, de atletismo sou nulo, nulo, nulo...

Celinho Boy said...

Sinal que não dá para desistir nunca, apesar das tragédias. Imagino que ele esteja bem mais feliz que uma pessoa com as duas pernas.

Alessandra, li e compreendi teu texto do GP Total. Sabe, eu estava lendo os comentários e não poderia deixar passar batido que o país pode correr o mesmo risco de ocorrer que ocorreu com, por exemplo o Uruguai no seu futebol. e o mais agravante é que a fonte está secando. Falando em F1, imagino como deve ter sido solitária a vida do Alexandre Barros na motogp. E mais: como será a categoria sem ele em matéria de Brasil? Acho que da mesma forma que os pilotos de carro migram para a stock car e monomarcas, noto que ocorre o mesmo nas motos. Dá-me a impressão que eles se transferem para a veloterra, enduros. Essa fonte seca não pode matar de sede a Rede Globo com o não surgiemnto dum novo piloto com potencial(será que poderemos contar com o Massa?)Ale, se antes a esperança era o Zonta, o Marques, agora talvez atenda pelo nome de Nelsinho Piquet. Será de novo mais uma decepção? Torço que não, mas acho muito difícil. Parece que o Brasil busca um Piquet, um Senna da mesma forma que busca um Pelé, um Zico, um Garrincha. Sabe que me lembra: aquela busca por uma cópia perfeita de sua cara-metade melhor sucedida.

aliás, alessandra duas coisas: primeiro, aquele lance do macaco eu me lembro sim. E para quem sabe das coisas, como o chamado IDIOTTA DGITAL, ficou parecendo alusão a racismo. Que por sinal tu certamente repugna. E sim, tu podes falar de tudo que queres falar, pois és enacntadora com tuas histórias, opiniões. sim, dá pra flar de música, de literatura, de futebol, de tudo que queiras falar.

segundo: eu não tenho um álbum preferido dos beatles. sou um analbeatlebeto. ainda penso nos prêmios.

pta terminar: ao ver tuas fotos postas, me fez lembrar vagamanet aquela atriz da novela luz do sol, a Karine Carvalho(Lorena) com suas franjas. Eu até pensei em dizer que eras gêmea dela, mas ao olhar bem a foto, contudo, achei melhor dizer que me faz lembrar ela, ou melhor, olho pra ela e me lembro de ti. Logico, não te imagino como uma vilã, he, he. Abraços

Herik said...

Em época de homens cada vez mais atolados em suas pequeneses (é assim que escreve?) morais é bom ver exemplos como este. Nos faz pensar no que podemos - e deveriamos - ser.

Andréa N. said...

E eu pensei em você quando fui assistir os corredores passarem aqui perto de casa. Venha sim, todo mundo diz que correr essa maratona é maravilhoso. Eu me contento em assitir e torcer, aplaudir, assobiar... E me avise quando vier, né? A gente precisa tomar aquele cafezinho juntas.

Marcio Gaspar said...

precisa vir um 'meio-homem' pra mostrar à maioria como ser um homem inteiro, completo.

Anonymous said...

Nem sei o que dizer, o Zanardi mostrou ao mundo uma força interior incomum.
É um grande exemplo de vida.
É o tipo de pessoa que tem que ser lembrada o tempo todo.

Jonny'O

Ico (Luis Fernando Ramos) said...

Alessandra, eu vejo todo corredor sonhando em correr a Maratona de NY, porque é a mais famosa, porque é cheia de gente, porque os organizadores mandam muito bem no marketing dela. Mas eu, se fosse você, faria a programação para correr a Maratona de Viena, que é muito mais bonita e agradável. Eu pensaria nisso! :-)

Alessandra Alves said...

ron: conto com sua torcida!

celinho: sobre o alex barros, sinceramente, acho que ele foi muito vitorioso, mantendo-se por - atenção! - 21 anos no mundial de motociclismo, desde que era praticamente um moleque. torço para que a tv não pare de transmitir as corridas por conta da saída dele e, de verdade, acho que não pára, porque o alex já não era um diferencial em termos de transmissão, né?

e sobre a atriz, rapaz, preciso lhe confessar: se você é um analfabeatle (hahahaha), eu sou uma completa ingnorantevê. assisto tão pouca televisão que não conheço artista nenhum pelo nome. mas fiquei curiosa com a moça que você citou e fui procurar uma foto dela. opa! bem bonita, hein?! obrigada!:)

herik: e daí que o zanardi não ganhou na fórmula 1, né? que missão tão mais nobre estava reservada a ele, a de servir de exemplo para tanta gente. ave, alex!

andréa n.: ai, que fofa! lembrou de mim vendo os malucos correndo... me aguarde, que eu vou, vou!

marcio: lindo isso, adorei sua frase! (aliás, tenho visto sempre seu blog, só falta tempo de comentar, viu? e estou adorando!)

jonny´o: por isso alex é um dos meus dez mais de todos os tempos!

ico: depois que eu fizer a primeira maratona, pode ter certeza, vou correr o mundo em busca de outras. viena estará no mapa, sem dúvida, mas ny... ah, ny... é um mito, é como as 24 de le mans, as 500 milhas de indianápolis. a gente pode até fazer as mil milhas em interlagos, mas vai ficar aquela vontade de provar o mito, né?

Celinho Boy said...

Analfabeatle foi ótimo Alessandra. Não, também não acredito que a Globo pare de transmitir a moto gp. Na verdade ela já transmitia a tempos. Teve uns anos que ela transmitiu, se lembra? Mas na verdade eu me refiro a justamente o teu tema sobre a diáspora de pilotos brasileiros e o empobrecimento da F1 de bons e competitivos pilotos. E que se isto não poderia acarretar numa queda na audiência dos GPs. Afinal a emissora já transmite com exclusividade há quase 30 anos. Claro que a F1 não se restringe aos pilotos brasileiros, mas a falta dum grande ídolo, somado a chatice do campeonato e a recente "marmelaren" pode sim causar uma queda na audiência. Gostaria tanto de saber qual seria a média histórica das corridas. Falando em corridas, quero ver tu andando os 42.123 metros. Só te cuida do irlandês maluco, he, he.
Abraços "Lorena".

Andre Dias said...

Vai la. Independente de qual maratona for participar, aposto que as lembranñas mais saborosas serão do processo. Correr pela primeira vez, 15, 20, 30 km é tão legal quanto correr os 42,195 km da maratona.

Equando chegar na meta, vai se perguntar: - Qual a proxima?

Andre

Gabriel Pandini said...

oi mãe!
sou eu saco de batatas realmaente gostei parece que o Zanardi esta num carrinho
Beijos
Gabriel