Wednesday, June 28, 2006

O bom hedonista

Já está no ar mais uma coluna minha no GPTotal

O tema nasceu de uma notícia da semana passada, mas a reflexão é fruto de muitas discussões correlatas, no blog do Pedro Alexandre Sanches.

Achei interessante fazer essa ponte entre hedonismo (estoicismo, masoquismo e outros ismos) e esporte. Que tal?

17 comments:

Daniel Carlos Nava said...

Um pequeno comentário sobre a Globo. A batida do JV e a conseqüente entrada do SC fez com que o final da corrida fosse mais tarde que o normal, não o contrário. Acho que eles colocaram os comerciais ali com medo que não desse tempo de fazer a ponte dos 2 eventos sem os créditos aos que pagaram pelas transmissões (os anunciantes).
Acho que o SC foi na verdade um pesadelo para eles.

Pedro Alexandre Sanches said...

Alessandra, li agora a sua coluna, achei brilhante, brilhante, brilhante - e com a satisfação adicional de você ligá-la de algum modo a mim, hihihi, obrigado!

é discussão crucial, né?, e uma das raízes da sua preocupação, e da do leitor que você citou, e provavelmente da de parte majoritária de nós todos, talvez seja o fato de que a liberdade bate em nós como "perigosa" - ou de que, sendo mais transparente, a liberdade É perigosa.

mas a minha conclusão disso tudo vai na mesma direção da sua, e eu adiciono uma coisinha a mais a ela: quando cada um dos leitores que tendem a assumir posições intolerantes, agressivas e preconceituosas, ele está acima de tudo revelando a todos nós o que ele tem, dentro de si, de intolerante, agressivo e preconceituoso. é uma saída de armário, e não deixa de ser sincera, apesar de ainda intolerante, agressiva e preconceituosa. o cara, naquela hora, está se revelando diante da coletividade - de que adiantaria ele continuar escondendo isso de nós, se continuasse sendo intimamente intolerante, agressivo e preconceituoso?

a sensação que dá, claro, é a de perigo, de susto, de medo do que está se revelando ali na hora do "desabafo" (ou "surto"?). mas e se esse de agora for um passo necessário e obrigatório na saída do armário não dos intolerantes-agressivos-preconceituosos (porque todos somos, em maior ou menor medida), mas da intolerância, da agressividade e do preconceito que ainda nos governam de dentro para fora, dramaticamente?

Alessandra Alves said...

daniel, agradeço pelo comentário. olha, eu não acho que a globo esteja errada em passar os comerciais mesmo durante a corrida. ela vende o pacote para os anunciantes, tem que exibir, não se discute. além do mais, as corridas são interrompidas para brakes comerciais em vários países, inclusive da europa. e você tem toda razão em pontuar que a corrida se estendeu mais do que deveria em função da entrada do safety car. mas, de qualquer forma, me parece que a batida do jacques resolveu um problema que a globo estava antevendo.

pedro, obrigada, obrigada, obrigada. mas você notou que aconteceu uma coisa engraçada? você leu e comentou a coluna anterior - liberdade limitada - enquanto o post chamava para a coluna "o bom hedonista", mas tá valendo, tá valendo! (se depois você quiser comentar "o bom hedonista" eu vou adorar, porque esse tema também nasceu lá na janelinha vremêia!).

eu parei e pensei um pouco no que você disse sobre exteriorizar a própria intolerância, agressividade e preconceito e concordo que se trata de um passo importante para assumir tais posições. o que pega é que, na maioria das vezes, o processo termina aí. o cara é intolerante, agressivo e preconceituoso, e ponto, não enxerga isso como algo abjeto que deve mudar, trabalhar ou, no mínimo, redirecionar.

você falou em medo e eu tenho muito medo de dois aspectos que circundam essa questão: a censura, como falei na coluna, e a tolerância irresponsável. entendo essa última como uma posição muito passiva do ofendido (humilhado?) e da sociedade em geral que eventualmente lêem esses desabafos e surtos do intolerante como "ah, esse é o jeito dele", "não é uma má pessoa, só é estourado". e aí nos vemos lidando, pisando em ovos com indivíduos atacados, que se comportam como, como, como gnus (?!), animais ferrados nas quatro patas. e nos vemos driblando suas iras e intolerâncias para não sermos nós mesmos vítimas delas.

explicitar suas intolerâncias e agressividades para "curá-las", tudo bem, que seja um processo. mas a gente cansa de apanhar, né?!

Gustavo Migliavacca said...

"....explicitar suas intolerâncias e agressividades para "curá-las", tudo bem, que seja um processo. mas a gente cansa de apanhar, né?!
....."

Ora Alessandra, eles que pratiquem algum modo mais saudável de exorcizar as suas frustrações, talvez no esporte. O que é esporte a não ser uma alternativa à agressão? ....(rs).

Saudações, como de costume, sua última coluna faz justiça ao "selo de qualidade Andressa Alves".

Gustavo Migliavacca said...

errata: "Alessandra Alves"....

Pedro Alexandre Sanches said...

aaaaaaaah!, errei tudo, então!, hahahaha. bem que num tava fazendo liga o que eu tinha lido com suas citações ao hedonismo e ao estoicismo...

como costuma dizer minha mãe, peço desculpas pela vergonha que eu passei, hahaha.

mas, já que acabei forçando uma volta ao tema (in)tolerância, deixa eu falar só mais um pouquinho: eu concordo plenamente que a gente cansa de apanhar (ô, se cansa!), e que a agressividade do vizinho é uma ameaça constante para os nossos nervos sempre à flor da pele. mas acho que isso vale para o caso de o potencial agredido se portar, diante do potencial agressor, como alguém fraco, frágil, indefeso, incapaz, paralisado, inerte, aterrorizado - a clássica figura da "vítima", enfim, no que de pior esse termo "vítima" pode guardar.

no contraponto, estaria então o agredido que não veste a túnica da "vítima" - ele não é fraco, nem frágil, indefeso, incapaz, paralisado, inerte, aterroizado etc. etc. etc. o que acontece com o potencial agressor, quando o potencial agredido se "desvitimiza"? não sabemos ao certo, ainda, e nesse terreno eu tenho feito muitas experiências aqui no mundo virtual, no meu, no seu e em vários blogs. no meu, morro de medo de ser agredido, mas sempre que acontece eu respondo à altura da agressão - à altura eu quero dizer em tom elevado, mas sempre tentando não agredir de volta, nem perder a compostura. não sei ainda o que resulta, mas um dos fatos surpreendentes é que aparecem cada vez menos "agressores" (seria censura?, limitação de liberdade?, meu simples e mero direito a ser dono soberano da minha própria casinha, e de não querer ser agredido dentro dela, nem fora dela? sei lá, sei lá...).

enfim, olha que, indiretamente, parecemos chegar ao tema da sua (real) nova coluna, o "bom" hedonismo versus o "mau" estoicismo-masoquismo. o direito de viver prazerosamente versus o masoquismo da chibata da culpa, que muitas vezes nos compele a dizer intimamente "eu mereço apanhar", "eu mereço punição e devo me calar se ela vier"... ou, como no exemplo do piloto que virou cantor, essa relação maluca de que desprazer = muito dinheiro e prazer = renúncia (por quê, né?)...

hum, "cafundi" tudo, de novo...

mario lago said...

- e aí dona alessandra, tudo bl?
cara, que texto ein? olha, se for verdade que existe uma espécie de inveja branca, boa, do bem; então, neste caso, eu não teria pudores em assumir que gostaria de ter tal talento para sintetizar idéias, raciocínios e palavras para discorrer cultura e opinião. se fosse um jogo, este texto gol de placa teria valido o ingresso. parabéns!!!!!!!
- olha, eu entendi que vc não estava criticando. mas, opinando, acho eu que principalmente em corridas de carro, sem a grana de patrocínio fica dificil, as vezes impossível. benditos e benvindos sejam os anunciantes dos esportes que tanto amamos. nelson piquet, em suas colunas semanais no lance!, quando cita pilotos e equipes cita também os patrocinadores destes. e o faz, acredito eu, por saber, na pele, no bolso e no coração, que tão importante quanto uma biela forjada é o suporte financeiro para comprá-la. é isso aí.
- entre estóico e hedonista, gostaria de ser os dois. gostaria de ter na vida, ainda, a oportunidade de orgulhar-me e gerar orgulho sobre mim por algo que me tenha exigido abdicação, dedicação, disciplina, esforço. por outro lado, não acharia nada ruim ganhar na loteria e passar o resto da minha vida fazendo corridas de carro endurance por circuitos mundo afora, já que correr atrás das ondas não dá mais.... esta dualidade ainda me derruba.
- e a argentina ein? adios hermanitoooossss!!! hé! hé! hé!
- valeu dona alessandra. e bom fim de semana a todos!!!!!

Gustavo Alves said...

Mano,

Muita admiração pela sua capacidade comunicativa.

Como estou comentando depois da derrota do time do Pé de Uva, é óbvio que vou falar da falta de prazer, orgulho na cara, força de vontade, etc que aqueles jogadores tiveram.

Uma vergonha.

Queria que você fizesse um texto falando do assunto de falta de capacidade verus falta de presteza. Algo que você sempre fala a respeito das pessoas no dia-a-dia do trabalho. Caberia totalmente nesta reflexão.

Alessandra Alves said...

pedro, mario, gustavo: obrigada pelos comentários. todos merecem reflexões caprichadas, que não tenho condição de fazer agora, pois amanhã cedo 10 km me esperam. aguardem!

mario lago said...

snif!!!!!!!!!!!!!

mario lago said...

aí alessandra, boa sorte na corrida. tomara que ao final de seus dez quilômetros haja uma bandeira do brasil a ser por ti empunhada, pois copa acabada, daqui prá frente é com a gente...

Paula said...

Alê,
São 3 da matina e confesso que não li sua coluna (ainda), amanhã com um pouco menos de sono eu leio, tá?...risos...
Estava aqui até agora 'coletando' as matérias do Baldo e, óbvio, ainda remoendo o jogo...e nesse remoer acabei tendo que entrar aqui rapidinho só pra dizer que lembrei de você e de um comentário seu que nunca esqueci a respeito de 98 e que cabe hoje como uma luva: realmente um sujeito não pode vir a esse mundo sob a alcunha de Zinedine Zidane impunemente...merde!
Beijos

PS - Sei que o 'culpado' não foi exatamente o Zidane, mas estou absolutamente sem condições de me alongar no assunto...

Alessandra Alves said...

pedro, se você cafundiu eu não sei, mas adoro suas confusões! concordo inteiramente com a relação que você explicitou, da vítima acovardada que, no fundo, se auto-flagela, como se legitimasse a agressão que recebe. pois sabe uma das frases que mais ouvi nos últimos dias? "não tem jeito, o brasil sempre perde quando é favorito." quer dizer: a gente sempre tem que chegar por baixo, humildezinhos, pobrezinhos, modestos para poder (se) convencer de que é bom de fato, de que pode ganhar, de que pode vencer (e isso, para mim, é a mesmíssima coisa em relação a progredir na vida, a ampliar seus conhecimentos, a ser mais cidadão e menos indigente, a ser mais respeitado e menos marginalizado etc.).

gustavo migliavacca: pois é, eu não deixo de concordar também com você. o cara que usa a agressão verbal para explicitar seus rancores e preconceitos poderia muito bem exorcizar seus demônios de outro jeito (eu, quando estou nervosinha, subo na esteira, corro e passa!). mas não posso deixar de concordar com o pedro, de que pelo menos o cara que se assume rancoroso, preconceituoso, raivoso etc. pelo menos pôs para fora. quanto a ser chamada de andressa, não se preocupe (já me chamaram de adriana alves, aqui, sendo que adriana alves era o nome da ex-mulher do cara que se confundiu. ai, que medo!)

mario: eu realmente não estava criticando a opção da globo de transmitir os comerciais. até já falei sobre isso nos comentários acima, de como em outros países é comum a prática de interromper as provas. quanto à minha corrida de ontem, olha, foi boa, mas foi dura, viu? até o sétimo quilômetro, eu estava na ponta dos cascos, mantendo média abaixo dos 5 minutos por quilômetro. só que aí começou uma ladeira mais carrasca que o zidane, e são pedro contribuiu bastante, mandando a primeira chuva em vários dias... terminei em 49´27. e, sim, havia uma enorme bandeira do brasil no parque da independência, em frente ao museu do ipiranga. não consegui deixar de pensar: eu corri mais de um tempo de futebol, sem parar. nem para ajeitar a meia!

paula: caramba! pensei tanto em vocês nesses dias, curiosa para saber como será a cobertura de portugal, daqui para a frente... pois é, menina, serei cobrada por essa frase para sempre! zizou fez o que quis com nosa zaga, com nosso meio-de-campo, com ronaldo. olha, não sei o que vocês acham, o zidane é tido como um tudo-de-bom por todo mundo que já conviveu com ele (até o luxemburgo, que é um encrenqueiro juramentado, adora o francês), mas eu achei demais os brasileiros, quase todos, babando por ele no final do jogo. abraços, beijos, o robinho pedindo a camisa. sei lá...

gu: só mais um tempinho, vou fazer um post só para esse tema, tá?

Paula said...

Alê,

Com a sua experiência no meio eu acho que você pode imaginar a 'puxação de tapete' em que se transformou a cobertura da copa agora, né? Pequeno resumo: Os 'bambambam' estavam todos, claro, na seleção do pé de uva (inclusive foram atrás de barriga da globo sem pestanejar, um mico federal...) e agora se matam para ver quem vai atrás de Felipão&cia. E aos pobres mortais que estão se lascando por lá desde o início dá-lhe colete a prova de balas e muita ginga para tentar escapar das facadas...não perca as cenas do próximo capítulo!

Em relação ao Zidane parece que o cara é mesmo gente finíssima, mas concordo com você que é muita babação, ainda mais nessas circunstâncias, ficou realmente estranho. Dá margem até para uma meia dúzia de 'teorias da conspiração'...risos...

Beijo

mario lago said...

alessandra - pegando o bonde atrasado, sem pagar ticket e fazendo questão dá janelinha -, estes comentários de sua colega paula, sob os bastidores da cobertura jornalistica da copa, a nós, estranhos no ninho, aguça, e muito, a curiosidade sobre este universo tão fantástico da notícia... dá post não??????

Anonymous said...

Buen comienzo

Anonymous said...

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