Wednesday, January 16, 2008

1968, o ano que terminou... em abril

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Há quarenta anos, o mundo foi sacudido pelos acontecimentos de 1968, conhecido como "o ano que não terminou". Na Fórmula 1, não foi bem assim. Quer ver? Minha coluna no GPTotal fala sobre o tema. Vai lá, vai...

4 comments:

Ron Groo said...

É cê tem razão, Clark perdeu ao ter morrido uma porção de coisas bacanas que vão figuram nos livros de história de hoje.
Diferentemente da morte de AS, que encerrou um ciclo mas foi sucedido imediatamente do que chamamos de 'Era Shumacher', a morte de Clark criou um vacuo, afinal sempre ouço falar que Hill é um campeão menor, tem fundamento isto?
E imagino que a história política do Brasil teria sido um tanto diferente se em 68, quando Vladimir Palmeira subiu em umas escadarias no centro do Rio tivesse dito: "-Estamos cansados, vamos sentar..."
E ai quando todos sentassem para ouvir ele falar de liberdade e contra o regime de excessão em que vivia o País ele tivesse dito: "-E Clark morreu... "
Olha, pelo menos eu, teria um motivo ainda mais forte para gostar dos caras. Do Clark por ser o piloto que foi, e do Palmeira, que mostraria assim ser um ser humano um pouco melhor... Tem pouco a ver, mas quando li a primeira parte do teu texto me lembrei logo do Palmeira e da passeata dos 100 mil.

Anonymous said...

Nasci um mês depois.
Adorei a coluna Alessandra!
Para mim ninguém foi tão superior em velocidade em prova quanto Clark,tive a sorte de ainda encontrar, "A Formula 1 moderna " um livro frances ,editado e produzido para o Brasil por Álvaro Pacheco em 1972 que retratava o periodo da categoria de 59 a 72.
Assim fiquei impressionado com o dominio quase absuloto de Jimy Clark entre 62 a 67 ,ele não era derrotado por seus rivais ,só pela maquina pois nos anos 60 o indice de problemas mecanicos era muito alto, em 62 por exemplo na ultima corrida quando Clark estava na frente com 30 segundos de vantagem para Hill ,seu motor quebrou por causa do esquecimento de um mecanico de colocar a aruela do parafuso do suporte do mancal ou em 64 quando também na ultima prova com o titulo na mão um pino mal apertado do manometro de oleo se soltou...
Vale ainda lembrar a que Clark era rapido com qualquer carro ,como o Lotus 64 ,um chassi indycar da lotus adaptado para F1 com um motor H16 da Brm ,pois ele venceu com esse carro o GP dos EUA de 66 ,unica vitoria na F1 de um motor com dezesseis cilindros ou com uma arquitetura "H"como esta .
Nem quero compara-lo a piloto algum fora de sua epoca,não gosto disso.
Mas Clark foi muito superior a Hill,Brabhan,Surtes,Stewart e Rindt enquanto estava na pista é claro!

Jonny'O

Fabrizio Salina said...

Ótima coluna! Muito interessante esses paralelos que você constrói em seus textos, sempre tentando fugir da abordagem comum dos temas.
Sobre Clark, dizem que foi o único piloto que pode ser igualado ao Senna em condições de chuva. Uns dizem que foi até melhor, mas aí já é outro assunto!

Alessandra Alves said...

ron: eu não diria que o graham hill foi um piloto menor. na comparação direta com clark, ele não fez feio, de forma nenhuma. foi vice nos dois campeonatos vencidos pelo escocês, disputou com ele o mundial de 62, e venceu, além de ter derrotado clark nas 500 milhas de Indianápolis de 1965. clark e hill juntos, na mesma equipe, comandada por chapman, com um carro excepcional era o que se podia chamar de "dream team".

jonny´o: também me impressiona a altíssima eficiência de clark. seu número de vitórias, 25, é notável ainda hoje, colocando-o em sexto lugar na história, 40 anos após sua morte e tendo disputado apenas 72 GPs.

fabrizio: obrigada, amigo. procuro sempre buscar um ângulo diferente, principalmente no sentido de colocar a fórmula 1 no contexto histórico de seu tempo. passe sempre por aqui!