Wednesday, May 10, 2006

Uma pergunta...



A nova direita vai torcer contra a seleção do Brasil, na Copa, como a esquerda fez em 1970?

26 comments:

Anonymous said...

Hahahaha!

Touchê!

Mas quer saber? Esta história de futebol influenciar a política é pra lá de relativa. O povo não é bobo. Pode até fazer uma forcinha para parecer bobo mas não é

Diogo M.

Cabelo said...

De modo algum! Naqueles tempos a política usava o futebol para se promover, muito mais do que hoje em dia. "Onde o Arena vai mal, um time no Nacional". Se lembra quantos times já chegaram a jogar a primeira divisão?

Alessandra Alves said...

anônimo, tenho fé em suas palavras: o povo não é bobo, abaixo... deixa pra lá.

cabelo: os caras pareciam acreditar mesmo nessa correlação, porque além dos militares darem pitaco na escalação do brasil (dadá maravilha teria mesmo sido imposto por médici?) teve o escândalo da copa de 78, com aquele 6 x 0 da argentina sobre o peru, nunca devidamente esclarecido.

Alessandra Alves said...

mas eu queria instigar um pouquinho mais.

em que medida uma causa pode suplantar o nacionalismo?

é um crime de lesa-pátria torcer contra o país se a vitória do país representar a derrocada dessa causa?

o pessoal da esquerda tinha razão em torcer contra o próprio país?

agora, vou apertar:

o povo alemão que não apoiava hitler torcia para os aliados na segunda guerra? o fato de não ser alinhado com a ideologia dominante é forte o suficiente para fazê-lo desejar a derrota do próprio país?

mauro chazanas said...

Alessandra, acho que a parte da esquerda que torcia contra o Brasil em 70 conseguia fazê-lo porque não gostava de futebol. É interessante constatar que procuravam instrumentalizar o futebol tal qual fazia o regime militar. No tema e pegando uma variante, dé pra imaginar como seria fantástico ter duas seleções sulamericanas fazendo a primeira final da história na Europa. "É ruim" de torcer pra esta seleção do Parreira, acho que se ele não se emendar a tempo, nem da primeira fase a gente passa.

Eduardo Trevisan said...

Duro é imaginar que sim, a causa pode suplantar o nacionalismo. É uma simplificação, mas este nacionalismo (que às vezes se limita a ficar emocionado ao ouvir o hino) não aparece quando o país sofre, não aparece quando a mulher, pobre, mostra a panela suja e vazia para o reporter, não aparece quando a senhora, impotente, chora na fila do INSS. Se o nacionalismo fosse assim, tão lúcido, não se roubaria o dinheiro da merenda escolar, do aposentado, do doente do SUS. Se, por tão pouco, esquece-se do compatriota, muitas causas podem ser maior que o nacionalismo. O radical é diferente, mas o sufixo o mesmo para o motivo: individualismo. E assim seguimos, com governantes que amam o povo mas odeiam o indivíduo.

Véio Gagá - BH said...

Há um amigo meu que diz: "O que sinto pelo futebol é algo entre a indiferença e o desprezo." Não sou assim. Sou corintiano (já estou até esperando as pancadas, mas peguem leve, gente.) e gosto muito de futebol. O curioso é que eu acabo vibrando mais quando o Corinthians é campeão do que quando a seleção o é. Deve ser por causa do interstício entre as copas em relação aos 4 grandes campeonatos que temos por ano. Mas quanto ao aspecto político, concordo com o Cabelo, com o Mauro e com o Eduardo. Atualmente não há ninguém instrumentalizando o futebol atualmente. E nem poderiam, devido ao atual estágio de profissionalismo e até mesmo ao fato de que os jogadores da seleção já não são mais brasileiros puro-sangues (não jogam mais no Brasil há muito tempo). Eduardo: Não é questão de imaginar. Os fatos recentes mostram que a causa pode suplantar o nacionalismo. Infelizmente.

Pedro Alexandre Sanches said...

bem pensado, alessandra!, eu não vejo a hora de descobrir a resposta para essa sua pergunta! porque, se a "nova" direita o fizer, está fechado o círculo, está cumprido o mito, está quebrado (ou mais revalidado do que nunca?) o espelho invertido maluquíssimo entre o brasil do regime militar e o brasil de lula.

vou "pessoalizar" um tiquinho, para que não pairem dúvidas: eu torço para o brasil de lula, eu não torço para o brasil de médici. eu, que já cheguei a torcer (sem muito fervor) contra o brasil em copas anteriores, sinto-me tentado a torcer (sem muito fervor) pelo brasil na copa de 2006. o fervor, esse vou guardar para as eleições de outubro, hehehehe - aí sim é que vou "torcer" para valer pelo brasil que não é de médici, nem nunca (mais) será.

Máximo said...

Sou da chamada direita (podem bater, mas parafraseando o Véio, batam de leve).

Não vou torcer contra a seleção por um motivo simples...

Hoje o governo não consegue mais capitalizar uma vitória da seleção como conseguia no passado, então não há lógica em torcer contra.

Hoje quem lucra são os empresários e a Nike.

pra apimentar... será que os funcionários da Adidas e da Reebok vão torcer contra a seleção?
será que o pessoal da Nike vai torcer pro Kaká jogar mal?

nessa última eu acredito

Cynthia said...

Desculpem-me todos, nem tenho cacife para estar nesta discussão, mas torcer contra a seleção eu não torço. Posso até falar mal depois, mas torcer contra, nem pensar.

Alessandra Alves said...

máximo, bem lembrada essa questão Adidas, Reebok, Nike, etc. Na medida em que essas empresas/marcas tornaram-se instituições globalizadas e, em muitas proporções, mais poderosas e influentes que muitos países, faz todo sentido supor uma rivalidade desse nível.

quem convive no chamado "mundo corporativo" sabe como a questão da concorrência abala convicções de toda natureza. não acho improvável que o pessoal das subsidiárias brasileiras de adidas, reebok e outras marcas torçam mesmo contra o triunfo da seleção, enxergando nele o triunfo da concorrente/inimiga nike.

cy: sem essa de não ter gabarito! olha, eu torci contra o brasil eventualmente (em especial, na copa de 98). é até difícil explicar o porquê. já não o fiz em 2002 e tenho a impressão de que terei uma discreta simpatia por esse time de parreira.

mas nada, nunca, é comparável, em termos de paixão e sofrimento, ao que eu sinto quando o corinthians está disputando uma partida decisiva. nesse sentido, a copa é pura diversão, para mim.

Pedro Alexandre Sanches said...

nossa, máximo, você é "da direita"? nenhuma ironia na pergunta, viu? é que é tãããããããão raro alguém dizer isso, ainda mais da forma direta como você disse, que eu fico admirado, achando bacana, grato pela sinceridade, curioso para entender melhor como é ser e/ou estar desse lado aí...

afinal, eu (acho qu)e sou "da esquerda", mas... a gente pode conversar mesmo assim, né?...

Daniel Carlos Nava said...

Também me identifico com o que se rotula de "direita". Torço mais para o Timão que para a Seleção, mas nunca torci contra em Copa. Já torci contra em amistosos (principalmente na do Lazaroni), mas sempre para que percebessem que era necessário melhorar o time.

Alessandra Alves said...

pedro, não é só o máximo que está do lado de lá, e dialogando com a gente aqui, neste humilde blog. não sei como isso se deu, nem se vamos nos pegar a tapas um dia desses, mas tem sido estimulante essa pluralidade de opiniões na minha janelinha branca (para quem não conhece o blog do pedro, indicado permanentemente na homepage, lá os comentários aparecem na famosa janelinha vermelha).

Daniel Carlos Nava said...

Inclusive posso dizer que estive dos dois lados, pois sou um neodireitista, já que já fui anarquista e comunista.

Cabelo said...

Eu também sou direita, torcerei fervorosamente a favor do Brasil na copa e fervorosamente contra Lula nas eleições. Infelizmente não poderei torcer por um partido de direita, já que no Brasil nós não temos nenhum. Terei mesmo que torcer pelo PSDB, com muito menos fervor do que pelo Brasil na copa.

mauro chazanas said...

Olhem só, caprichei e mandei um comentário bem legal e a internet sumiu com ele. Sabe-se lá por onde estará meu pobre comentário, vagando só e friorento pela galáxia! No que teclei "enviar" apareceu uma tela assinada por "engenheiros" que além de desculparem-se prometeram resolver o problema. Tô achando que esse pessoal é aquele da agência do Jack Bauer, não dá pra confiar em ninguém. Vou já ligar pro celular da "fiel", vamos simular uma invasão do blog da Alessandra! Direita e Esquerda, deêm as mãos e vamos formar um círculo!

mauro chazanas said...

Desculpaí, Alessandra, esqueci de falar uma coisinha. É o seguinte, quando você promover o sorteio do amigo secreto do Blog por favor peça pra todo mundo declarar se é de esquerda, direita, centro ou volante de contenção. Não quero errar no presente. Se eu tirar alguém da direita vou dar uma foto do Darth Vader. Se da esquerda, uma foto do Pepe. Se tirar você vou dar o livro do Wisnik que você quer ler. Se eu tirar eu mesmo, vou tirar o Geilson do time e da cidade de Santos, por segurança.

Pedro Alexandre Sanches said...

aaaah, cabelo!, mas então quem é da direita torce contra o lula, mesmo? é que a gente já ouviu tanta coisa, que ele tinha virado de direita e tudo mais, que confesso um certo alívio de saber que ser de esquerda e votar em lula ainda continuam sinônimos apesar de todos os vendavais...

aliás, posso também oferecer um presente de "esquerdista" camarada? é um trecho do livro que estou lendo, que acho que fala coisa à beça sobre o momento atual que estamos vivendo, inclusive sobre esse surto de confissões de direitistas & esquerdistas aqui no blog da alessandra... é do novo livro do luiz eduardo soares (até onde sei, um esquerdista anti-lula), "elite da tropa", que foi escrito a seis mãos com dois policiais de elite da polícia militar do rio de janeiro, andré batista e rodrigo pimentel, e é cho-can-te (alessandra, perdão pela repetição...). olha só:

"Os três autores sonhamos com o dia em que poderemos celebrar, no Rio de Janeiro, a reconciliação entre a sociedade e as instituições policiais, entre os membros de cada comunidade e os policiais. Para que esse momento se realize, é preciso, no entanto, como ensinou Nelson Mandela, olhar os olhos a verdade e reconhecê-la, sem meias palavras e subterfúgios, sem hipocrisia e retórica política. Nua e crua. Mesmo que ela seja dolorosa e disforme. Mesmo que a encontremos apenas pelas mediações da ficção. 'Verdade e reconciliação', ele dizia, quando derrotou o apartheid. Só se alcança a reconciliação, atravessando-se o duro momento da verdade. A psicanálise também demonstra que o luto é uma etapa necessária à superação do sofrimento. O luto supõe o reconhecimento das perdas".

Alessandra Alves said...

daniel: você compartilharia conosco essa sua mudança de posição? é uma viagem e tanto, gostaria de conhecer as razões que levaram você de um lado a outro.

cabelo: é interessante essa sua colocação sobre a inexistência da direita do brasil. isso tem sido recorrente entre vários pensadores. gostaria de saber sua opinião, sua expectativa sobre um partido de direita no brasil. o que ele deveria ter que não está presente, por exemplo, no psdb, no pfl ou no pl? (por favor, minha pergunta não é de forma alguma uma provocação!). eu já escrevi isso aqui e acolá: fico ligeiramente incomodada em ver o psdb ostentando a bandeira da direita (ou pelo menos assim identificado). eu votei no psdb eventualmente, no passado, e tinha grande respeito por políticos como franco montoro e mario covas. não consigo enxergá-los como políticos de direita e tenho certeza de que essa visão também incomoda outros nomes atuais do partido, como o ex-prefeito josé serra.

mauro: coitado do Geilson! tenho um amigo santista que diz que ele e o eto´o estão ali, ó, pau a pau. tenho medo de perguntar para ele o que quer dizer isso. vou torcer para você me tirar no amigo secreto! (dica valiosa: essas janelinhas de comentários são mesmo umas pestinhas. control C é o nosso grande aliado na hora de escrever)

pedro: dá um certo alívio notar que existe alguma lógica em direita, esquerda, lulistas e anti-lulistas, né? eu me pego confusa com isso, também, principalmente quando vejo helô helê e acm juntos. ou quando pego para ler coisas como o jornal brasil de fato, tão de esquerda que é contra o lula, por considerá-lo de direita. e, por favor fique à vontade para replicar aqui tudo o que achar interessante. nem todo mundo que está lá está aqui e vice-versa.

retomando um pouco o que disse o mauro: o mundo era mais fácil antes, quando os ataques dos times tinham um ponta direita, um centroavante e um ponta esquerda (e quando o pt era inquestionavelmente de esquerda, e por aí afora).

Daniel Carlos Nava said...

Alessandra,

A mudança de opinião foi até simples. Eu era comunista por inércia. Depois de ler "O Capital" e "Manifesto Comunista" de Marx e publicações sobre o que ocorria e ocorre na URSS, Camboja, China e Cuba vi que não era bem isso que eu queria. Daí foi só me aprofundar no oposto, com Adam Smith, Hayek e von Mises. No caso dos livros de Marx, basta lê-los para se perceber que o comunismo teórico é impossível de se alcançar, há várias falhas de lógica e erros crassos de teoria econômica.

Também confundia PFL, PL e PP com direita. Mas são apenas partidos fisiológicos. PSDB e PT também nunca foram de direita, já que juros e impostos altos e Estado forte e assistencialista são qualquer coisa menos direita.

A ditadura militar também não pode ser considerada de direita. Para mim foi nacionalista e anticomunista. Para ser de direita (no sentido de liberal) não poderia ser uma ditadura. Diria que foi como um Chaves não esquerdista.

Como sou engenheiro e não economista gosto de soluções simples. Eu tenho uma idéia de como mudar o país de modo a diminuir a corrupção. Refazer o pacto federativo de modo que nos tornemos uma federação de fato. A União só se preocuparia com a segurança do país (Forças Armadas e PF). Cada estado teria autonomia para desenvolver sua política nas áreas de saúde e educação, podendo até repassar para os municípios. O ponto é que essas duas áreas são as que têm os maiores orçamentos e sempre será mais fácil fiscalizar quando se está perto de quem administra a verba.

Me desculpe pela verborragia, mas me entusiasmei.

mario lago said...

nem esquerda nem tampouco direita, sou democrata. sou verde. sou liberal e acho que, ainda que pouco, faço a minha parte pelo social. quero que a ordem impere na sociedade e que esta não seja corrompida pela força das armas -ainda que paus e pedras- e pela ilusão e poder dos mercadores de drogas. quero imaginar que fosse o comunista joão saldanha, zagallo e sua comissão técnica oriunda da escola de educação física do exercito, ou qualquer outro o técnico da seleção de 70, com aquele escrete(assim que se escreve?)canarinho não havia para ninguém. tenho ainda, cá comigo, a estranha certeza que se a '''esquerda''' realmente torceu contra, o fez apenas enquanto '''instituição''', e que enquanto indivíduos, cada um a sua maneira, ainda que escondidos, vibravam todos a cada lance genial de nossos -aqueles sim- galáticos. brasil!!!!!!!!

Pedro Alexandre Sanches said...

alessandra, eu queria tentar alinhavar uma coisa, procurando atar com a pergunta original do seu tópico... fico pensando que muitos aqui manifestaram sua aversão pela hipótese de torcer contra a seleção brasileira (do parreira), e me ponho a perguntar quantos sentem a mesma aversão na gora de torcer contra, por exemplo, a seleção brasileira (do lula)... me parece contraditório, um pouco incompreensível (como era, também, a posição dos esquerdistas da copa de 70, que foram assassinar e ser assassinadas na luta armada - aqueles se achavam contra a seleção da copa e a seleção do médici, porque se achavam a favor da seleção brasil, não era mais ou menos assim?).

pois então, peço desculpa aos que divergem da possibilidade de que se torça contra a seleção (do parreira), mas quero dizer que acho contraditório perceber que a maioria dos brasileiros não tem o menor constrangimento de torcer abertamente contra a seleção (do lula). hoje, "apenas" 40% dos eleitores se dizem, neste momento, dispostos a repetir o voto no cara, né?, mas essa resistência na verdade vem se acumulando desde os primeiros dias de governo - lembra, por exemplo, aqueles "intelectuais" petistas de esquerda que, após dois ou três meses de administração, já haviam decretado que o governo era uma completa porcaria? àquela altura, parecia mais "torcida" que evidência, coisa triste, viu?).

e aí, sim, acho tudo isso triste, porque pressuponho que os cartolas & jogadores da seleção (do parreira), mesmo abarrotados de "presentes", jabaculês, caixas 1, caixas 2, comerciais para bancos biliardários, caixa 3 e o diabo a quatro, serão aplaudidíssimos, ovacionados, bastando para isso que voltem "vitoriosos" (deixa a corrupção para lá, né?, que mal faz, se eles nos dão "orgulho" e "alegria"?). já os cartolas & jogadores da seleção (do lula), safados em medida equivalente à dos craques do futebol, parecem virar "os" detentores exclusivos de toda a cota de tomates, ovos podres, chutes & socos, paus & pedras da torcida brasileira.

parece que o espaço de torcida "a favor" fica confinado somente à arena do futebol, mas aí eu também acho estranho e trágico, porque depois ninguém consegue entendender por que é que cada vez mais os campos de futebol vão virando praças de guerra, arenas de torcedores atirados aos leões, rinhas de galo para a "diversão" mutiladora da massa. não tem como a violência da torcida "contra" de fora não acabar vazando para a torcida "a favor" de dentro do estádio, né?

(ufs, me entusiasmei também, daniel - e devo dizer que gostei bastante da sua exposição, apesar de discordar veementemente de alguns pontos.)

Daniel Carlos Nava said...

Obrigado, Pedro. Quanto a discordar, faz parte da democracia. Parafraseando Nelson Rodrigues, a unanimidade é burra. Diria que só há unanimidade em regimes totalitários, o que o Brasil, felizmente, ainda não é.

Pedro Alexandre Sanches said...

Falou e disse, Daniel!, Nelson Rodrigues sempre explica tudo, né? É o cara mais "de direita" e mais "de esquerda" que eu já vi na vida...

Cabelo said...

Alessandra, desculpe a demora. Acho que o que faz mais falta no PSDB é coragem. Acho que eles sabem muito bem o que precisa ser feito, não o fazem por medo de pressão popular (como por exemplo, uma reforma trabalhista que facilite a demissão de funcionários, que acabe com o 13 salário e aumente a rotatividade empregatícia). Aliás, eu acho que falar em esquerda e direita hoje em dia é um pouco antiquado. Os governos que se dizem de direita e esquerda estão cada vez mais convergindo ao mesmo ponto. O que temos hoje, na minha opinião, são sociais-deocratas (representando a antiga esquerda) e liberais-democratas (representando a antiga direita). Eu costumo dizer que não sou PSDB, mas que estou PSDB por falta de opções que vão mais ao encontro das minhas idéias e opiniões.