Sunday, April 29, 2007

O rei está nu

.
Demorei muito para postar qualquer coisa sobre ele talvez por coerência ao tempo que levei para entendê-lo. Ele esteve presente em toda minha infância, adolescência, cada um de seus discos chegava em casa assim que lançado. A partir de um certo período, passei a desprezá-lo. Em parte, por identificá-lo ao gosto musical dos meus pais. Há um tempo, e todo mundo sabe disso, que é imperativo desgostar do que gostam os pais, menos por gosto, mais por auto-afirmação juvenil. Mas muito da minha rejeição veio, também, de uma necessidade de sofisticação, de gostar só de música "boa".

Um belo dia, Caetano resolve gravar "Debaixo dos caracóis dos seus cabelos", e explica que aquela música tinha sido feita em homenagem a ele. Uau! Não era, então, uma música de amor inspirada por uma mulher? Era para o Caetano, remetendo à sua fase de exílio?! Confesso, comecei a me desarmar, por obra e graça da chancela de Caetano. Tolinha, foi quase como se eu ganhasse um alvará para poder gostar daquilo que, no fundo, gostava, e remetia à minha infância, e me aproximava do gosto dos meus pais.

Ele costuma dizer que "a experiência é um belo pente que a vida nos dá quando não temos mais cabelos", mas discordo. Os anos me deram a chance de compreender melhor esse rei, e de me compreender também, sobretudo. Ajudou, nesse (auto) conhecimento, a análise afiada desse outro cara aqui, um sujeito que só conheço da blogsofera mas por quem tenho enorme carinho e respeito. Se você quiser entender o rei (e você também) um pouco melhor, leia "Como dois e dois" e depois me diga.

Entender o rei, entender a si mesmo, entender o Brasil.

Em dado momento, percebi que eu ainda tinha cabelos e quis aproveitar o pente da vida para ir além do rei e conhecer seus súditos. Foi quando cheguei ao livro "Eu não sou cachorro, não", do escritor e pesquisador Paulo Cesar de Araújo. Poucas vezes um livro mudou tanto minha cabeça, na vida adulta. De maneira resumidíssima: o trabalho do Paulo Cesar aborda a música dita "cafona" dos anos 70 e mostra como ela foi tão ou mais perseguida pela censura do governo militar quanto a chamada MPB, e como a abordagem preconceituosa da mídia escondeu isso.

Dobrei uma esquina, enxerguei outro mundo, entendi melhor meu país, a imprensa do meu país, eu mesma.

Até que as duas coisas se juntaram e não poderia ser diferente: Paulo Cesar lançou uma biografia não-autorizada do rei. Na semana do lançamento, comprei um exemplar, que dei de presente de Natal para minha mãe. Logo depois, começou a pendenga. O rei não leu o livro, mas não gostou. Entrou com ação contra Paulo Cesar e a editora. Alegou que estava exposto demais no livro e que aquela história, a história da sua vida, é um patrimônio dele.

Na última sexta-feira, o rei venceu. Para evitar o processo, a editora e o autor concordaram em tirar o livro de circulação.

Gostaria de propor um debate e saber a opinião de vocês sobre o assunto. Dou a minha.

A notícia me entristeceu muito. Não conheço Paulo Cesar pessoalmente não li a biografia ainda, mas considero a ação do rei uma agressão em duas partes.

Primeira parte: censura. Não tem outro nome para o ato de se tirar qualquer coisa de circulação que não seja ofensiva, caluniosa, difamatória. E o detalhe abjeto da alegação do rei e de seus advogados versa exatamente sobre isso: não há nenhuma mentira no livro, nunca se contestou informação de qualquer natureza na obra.

Segunda parte: ganância. O rei se acha prejudicado porque alguém está contando a SUA história e ganhando dinheiro com isso. Ele, o mesmo rei que está há quarenta anos invadindo nossas casas com o disco do ano, com o especial do ano, com a viuvez do ano. Sua gravadora faturou oceanos de dinheiro com seus LPs, revistas de fofocas e celebridades jogaram litros e litros de tinta em papel para estampar notícias sobre ele, a emissora de TV faturou um monte com anunciantes que se estapearam para patrocinar seu programa natalino. E o Brasil vendo e consumindo tudo. Só o Paulo Cesar pagou o pato.

Não, rei, essa história deixou de ser só sua há várias décadas. É minha, da minha família, de cada família, de todo o Brasil. Sinto muito, mas você não tem direito a essa pretendida privacidade. Você se locupleta há quarenta anos da fama. Tudo tem seu preço. Quem quer anonimato vira bancário ou contador. Você escolheu ser o cantor mais famoso do Brasil.

30 comments:

pandinigp@gmail.com said...

Com suas últimas atitudes, o "rei", ao menos para mim, passa a ter seu epítero grafado em caixa baixa e entre aspas.

Decepcionante, mas não surpreendente. Há muito tempo o "rei" vem mostrando sinais de perturbação mental. Leve, é verdade, mas suficiente para perturbar seus atos. Houve um momento em que ele pareceu ter tomado consciência disso. Foi diagnosticado, iniciou tratamento e até divulgou isso, em uma atitude mais do que nobre.

Interpreto a obstinação em proibir o livro do Paulo Cesar como uma demonstração de que o "rei" teve uma recaída e está vivendo em um mundo da fantasia. Talvez não esteja tão afetado como Michael Jackson, mas está totalmente fora da realidade. Quantas músicas e vídeos dele devem estar circulando por aí sem que ele saiba e/ou receba por isso? E o que ele vai fazer a respeito? Processar todo mundo? Enquanto todos nós já estamos discutindo se o atual modelo de direito autoral tem alguma validade para os dias de hoje, o "rei" ainda vive em um período obscurantista.

Se não for isso, só pode ser por uma outra faceta, até então desconhecida: ganância. E desmedida.

É uma pena. Restam apenas as recordações de quando o "rei" era o Rei.

Márcia W. said...

Alessandra,
não vou repetir o que falei na outra caixa de comentário. Também para mim RC era rei-lá-para-as-negas dele, com coisas sem dúvida legais, nunca muito o muito meu estilo. Mas sem sombra de dúvida, uma bagagem musical/cultural importantíssima para nós brazucas. Fiquei também com os olhos marejados vendo a foto do Paulo Cesar chorando. Uma pessoa tão séria que dedicou 15 anos da vida nessa pesquisa para ver tudo por água abaixo graças a um juiz conivente. Como o próprio Paulo Cesar disse, RC está como a rainha Elisabeth precisando de um Tony Blair para dar uns toques do mundo real.
abs

Valeria said...

Achei lamentável a atitude de RC, quando entrou com a ação, e agora acho lamentável o acordo para a retirada de circulação do livro.
Triste, muito triste essa situação.

Marcus said...

Você disse tudo o que eu gostaria de dizer sobre o assunto. Basta eu assinar embaixo.

Fiquei com dó de ver o autor do livro comentando o péssimo acordo na TV. E indignado com um advogado almofadinha de RC falando no "sofrimento" (sic) que estava lhe causando a "exposição da sua intimidade".

O Brasil é um país de merda. Em qualquer outro país existem dúzias de biografias não autorizadas sobre os ídolos populares. Só aqui que o público está amarrado à vontade do artista, como se este tivesse direitos autorais sobre a verdade!

E a editora foi muito covarde também.

Alessandra Alves said...

pandini: não sei se isso se justifica por desequilíbrio mental/emocional. pode ser. é fato, inegável, que o rei está vivendo em outra realidade, como aliás chamou a atenção o próprio paulo cesar, em um artigo recente. bem reforçado o aspecto do "direito autoral". será que o próximo passo do rei é ir atrás do youtube? alguém já tentou, não deu muito certo...

márcia w.: pois fique a senhora sabendo que este post foi totalmente inspirado no seu comentário ao outro post. eu fiquei tão chateada com essa história que nem ia escrever, mas sua menção me fez acender o debate.

estive há pouco com a minha mãe, essa que sempre foi fã do rei. apontei para o livro do paulo cesar sobre a mesa e disse: "cuide bem dele, já é raridade." sabe o que ela me falou?

"quando vi a reportagem, decidi - não vou mais comprar os discos dele." (toma, rei!)


além de tudo, foi burro. ah, desculpe, escapou!

valeria: triste, lamentável, decepcionante. não por ele, porque pesonalidades públicas a gente nunca sabe o que podem fazer. decepcionante por esse desfecho ter sido urdido na frente de um juiz. vã esperança de ter instituições menos canhestras neste país. mas, que tolinha sou eu. como se o noticiário não estivesse coalhado, nos últimos dias, de dados e fatos sobre magistrados...

marcus: tento ser sempre otimista, mas não consigo deixar de concordar com você sobre o brasil nesse aspecto. em outros países, há biografias autorizadas e não-autorizadas de tudo quanto é celebridade, de artista a político. será que continuamos a ser uma república tutelada que não suporta a liberdade de expressão?

quanto à editora, sei não. à primeira vista, foi um recuo vergonhoso, mas o fato é que a tal planeta nunca teve tanta divulgação na mídia. seria um recuo estratégico? não sei e não alivia o meu lado, que vou continuar me sentindo mortalmente ferida nos meus princípios com tudo o que aconteceu.

Anonymous said...

O "rei" está querendo se isolar em uma torre de marfim. Acho que em parte é sim influência de seu problema, somado outros interesses. Agora que é estranho a Editora aceitar assim é estranho!

Felipe Atch. ES(alias terra do supracitado, que os capixabas fazem questão de lembrar, mesmo que ele não tem prazer nenhum e dizer isso)

Márcia W. said...

Alessandraaaaa,
foi o meu comentariozinho que gerou esse post super bacaninha? Xi, agora você vai ter que me aturar :D Ah, gostei da postura da tua mãe: se o Rc quer regular o que a gente pode saber dele, os fãs também podem decidir o que querem ouvir. Abraços

Anonymous said...

A verdadeira historia de um homem é concluida na sua morte, tomara que tenha tempo ainda.

Mas ,de alguma forma ,quase todos os reis acabam nos traindo ,são humanos e imperfeitos ,uma pena,não deveria ser assim.
Em muitos casos ,a morte prematura é a salvação do mito.

Jonny'O

Marcio Gaspar said...

Não sei porque tanta surpresa ou revolta. O cara sempre foi assim, sempre foi isso aí. Por que acham que, historicamente, a imprensa pouquissimo falou do acidente da perna, das muitas 'puladas de cerca' do cara, de suas exigencias e frescuras absurdas? Ora, porque ele (e seus asseclas, seus 'amigos' e sua gravadora) sempre agiram assim, intimidando a midia com ameaças veladas ou mesmo explicitas. E pronto: mais, não falo...

Herik said...

Sobre Roberto Carlos não tenho muito a dizer, até porque nunca nutri qualquer admiração por sua obra.
Mas uma coisa sempre me incomodou muito: Por que no Brasil há essa mania de chamar as pessoas de destaque de reis? É "Rei do Futebol", "Rei Música", "Rei do Brega", "Rei da Coxinha de Catupiri" e por aí vai. Será que temos uma dificuldade tão grande de abandonar a idolatria a pessoas - que são comuns - e enxergá-la como especiais, salvadoras? Ainda estamos numa Monarquia?
Abração.

Luizano said...

Sinceramente, acho que isso que o RC tá passando é alguma crise de abstinência de exposição na mídia, afinal, tem anos que só vemos falar nele na época do especial da TV.
Triste isso.

Alessandra Alves said...

felipe: fala mais desse rancor do cara contra o estado natal. ele tem até música sobre isso ("meu pequeno cachoeiro" ou coisa que o valha), não sabia que rolava esse desprezo.

márcia w.: esse é um xis da questão que acho maravilhoso e que me serve um pouco como alento. a gente só colhe o que planta e a reação de uma parcela do público, contra a atitude dele, é a exata resposta à conduta dele. o que me anima um tiquinho mais, nesses tempos, é o fato de que hoje temos, sim, um acesso menos cerceado à informação. vou falar mais disso abaixo, na resposta ao márcio gaspar, mas, como você, fiquei feliz com a reação da mamy.

jonny´o: seu comentário foi curto mas cheio de significado, hein?! foi bom você ter lembrado a imperfeição de todos nós, até dos reis. vamos fazer uma limonada com o limão, então? é triste e decepcionante ver um sujeito com esse grau de importância ter uma atitude dessa? sim, mas isso serve para nos mostrar que talvez esperemos demais das figuras públicas. engraçado como sempre falamos muito sobre isso em relação aos esportistas, né? no nosso caso, em relação aos pilotos. eles são apenas esportistas, alguns excepcionais, mas não são nossos redentores de nada. podem até ser reis, mas não são santos.

quanto à sua colocação sobre a morte, afiadíssima. hoje mesmo, estava lendo as manifestações sobre a morte do otávio frias, dono da folha. putz, fecha os olhos e vira santo, né? uma vez, li algo a respeito sobre o arnaldo baptista, que só não é considerado um dos maiores gênios da música porque não morreu. muito louco isso...

marcio gaspar: aí é que está, meu querido insider. (entendo e respeito sua postura de não falar mais, ainda que tenha vivenciado muito, mas é sempre muito legal quando você nos traz o lado de dentro da coisa, viu?!). a questão é que o cara viveu uma vida inteira de cerceamento, de intimidação, de chantagens etc., só que hoje em dia a coisa está ficando cada vez mais difícil, né? o que valia para calar meia dúzia de emissoras de TV, alguns radialistas (com relações eventualmente comprometidas com a indústria do disco) e uns poucos jornalistas investigativos, hoje não vale porque a rede se ramificou. posso estar falando para uma dúzia de leitores, e daí? ele vai vir aqui me chantagear? estamos aqui debatendo, e levando esse debate para dentro de casa, e multiplicando de várias formas.

pode não ser surpresa o modus operandi do cara, mas a pollyanna aqui sempre acha que as pessoas serão capazes de aproveitar o pente da vida antes que caiam todos os cabelos. que, por sinal, falar em cabelo quando se trata desse sujeito é quase um filme de terror, né?

herik: touché! foste a um ponto que sempre me incomoda, essa tradição imperial, essa subserviência, esses joelhos dobrados. rei disso, rei daquilo. e isso vai ao encontro do que escrevi para o jonny´o. celebridades - em alguns casos - são apenas pessoas que fazem muito bem alguma coisa (em alguns casos, né, porque tem uns atualmente que não têm a mínima idéia se são bons em qualquer coisa que não seja aparecer para câmeras "ocultas"). resisto a fazer essas pontes, mas acabo tendo a impressão de que isso ainda é fruto da nossa tradição colonizada, nosso apreço por status, nossa ciclotimia em amar muito ou odiar muito alguém. e fico, numa auto-análise, até me perguntando se não estou tão ofendida com essa história por estar virando a moeda de lado, supondo o rei mais rei do que ele almeja e merece ser.

lembrei de uma frase ótima de uma música do moska, que se aplica bem aqui:

"pronto, agora que voltou tudo ao normal, talvez você consiga ser menos rei, e um pouco mais real..."

Saco de Gatos said...

Sempre achei RC (agora não vou chamá-lo pelo nome completo, feito o lateral-que-ajeitava-a-meia) um tanto quanto estranho. E suas músicas foram boas até uma certa época. Quando eu era criança, só conheci suas canções insuportavelmente melosas porque minha mãe, então com 35, 40 anos, gostava (e ainda gosta delas). Eu sou roqueiro por excelência e ele na fase de Jovem Guarda fez e gravou músicas que sei que ele hoje renega e duvido que gravaria se tivesse que voltar no tempo.
RC já foi um campeão de vendagens -assim mesmo, no passado - seus últimos discos têm tido tiragens patéticas e nem o CD/DVD Duetos serviu para resgatá-lo de um limbo ao qual ele parece já inserido.
As únicas formas de se manter sob os holofotes são: fazendo shows em Cruzeiros para titias e senhorinhas; gravando o batidíssimo especial de fim de ano na Globo; e pior, angariando a antipatia de gente que comprou o livro só para conhecer mais detalhes sobre um cantor tido como "rei" da MPB.
Será que Tim Maia tinha razão?
E a propósito, esta sim é uma biografia imperdível, prevista pra setembro e escrita pelo "Nelsomotta", como o síndico o chamava.

Celinho Boy said...

Também achei boba a atitude de RC. Sinceramente o que que tinha de tão pertubardor o livro. alaga estar invadindo sua privacidade, mas como já postaram aqui isso ocorre todos os dias, se bem que o rei é muito discreto. Isso sem falar nas biografias não autorizadas.
Sabia que este ano está fazendo 20 anos da música O Careta? Pois é, a música nunca escutei, mas seria uma das maiores dores de cabeça do cantor e de Erasmo Carlos. Ambos até hoje são acusados de plágio pelo maestro Sebastião Braga, que iria(não sei se escreveu) escrever um livor com o título "Roberto Carlos, O Rei do Plágio". Rc entrou na justiça e ganhou a causa sobre o título do livro. só não sei dizer o que ocoreeu na processo do plágio.

Será que Globo quer lançar uma biografia dele? Até parece que foi coisa da Globo. Afinal, ele tem um contrato de exclusividade há 33 anos. Um troço incrível: é o único cantor que só pode cantar numa só emissora. Quem não se lembra da proibição dele cantar na MTV por causa do tal contrato.
Abraços Alessandra e belo post

Alessandra Alves said...

luizano: não sei se é crise abstinência da mídia ou se é o modus operandi dele, que se perpetua há tantos anos. que foi uma babaquice, sem dúvida.

saco de gatos: pois é, meu irmão, você chamou atenção para um detalhe importantíssimo. o homem já não é rei de vendagens há muito tempo. deve sentir o cetro escapar-lhe das mãos a todo o tempo e "golpes" como esse livro devem aterrorizá-lo.

minha relação com a música do sujeito é bem parecida com a sua. gosto da produção antiga, mais associada ao iê-iê-iê, de verdade. a produção dos anos 70 me cativa pela memória afetiva. gosto de ouvir coisas dele daqueles tempos porque nitidamente me remetem à infância, a cenas vividas na minha casa preferida, a que morei durante treze anos no bairro da água fria. ou seja, não é bem dele que eu gosto, é do poder que sua música tem em resgatar minha própria história.

quanto ao tim maia, grande expectativa! tomara que a família dele não venha encher a paciência do nelsomotta depois de lançado o livro.

celinho boy: mais um belo exemplo do modus operandi do cara. bem lembrado esse episódio. você diz que não sabe que fim levou o processo do plágio, nem eu. alguém aí sabe? nesse episódio, mais uma vez, a coisa foi resolvida na base dos advogados.

quanto à globo lançar uma biografia dele, vai saber, né? esse contrato de exclusividade deve ter sido amplamente vantajoso para ele durante essas décadas todas, mas será que agora não está se revelando um tiro no pé? se ele tivesse mais liberdade para se exibir em outras mídias, será que não estaria menos circunscrito aos cruzeiros de senhorinhas? sei lá, problema dele, né?

Alessandra Alves said...

luizano: não sei se é crise abstinência da mídia ou se é o modus operandi dele, que se perpetua há tantos anos. que foi uma babaquice, sem dúvida.

saco de gatos: pois é, meu irmão, você chamou atenção para um detalhe importantíssimo. o homem já não é rei de vendagens há muito tempo. deve sentir o cetro escapar-lhe das mãos a todo o tempo e "golpes" como esse livro devem aterrorizá-lo.

minha relação com a música do sujeito é bem parecida com a sua. gosto da produção antiga, mais associada ao iê-iê-iê, de verdade. a produção dos anos 70 me cativa pela memória afetiva. gosto de ouvir coisas dele daqueles tempos porque nitidamente me remetem à infância, a cenas vividas na minha casa preferida, a que morei durante treze anos no bairro da água fria. ou seja, não é bem dele que eu gosto, é do poder que sua música tem em resgatar minha própria história.

quanto ao tim maia, grande expectativa! tomara que a família dele não venha encher a paciência do nelsomotta depois de lançado o livro.

celinho boy: mais um belo exemplo do modus operandi do cara. bem lembrado esse episódio. você diz que não sabe que fim levou o processo do plágio, nem eu. alguém aí sabe? nesse episódio, mais uma vez, a coisa foi resolvida na base dos advogados.

quanto à globo lançar uma biografia dele, vai saber, né? esse contrato de exclusividade deve ter sido amplamente vantajoso para ele durante essas décadas todas, mas será que agora não está se revelando um tiro no pé? se ele tivesse mais liberdade para se exibir em outras mídias, será que não estaria menos circunscrito aos cruzeiros de senhorinhas? sei lá, problema dele, né?

Ron Groo said...

Bem não entendo nada de leis e objetos juridicos, mas acho que também ficaria descontente se alguém lançasse uma biografia minha (que pretenção!) sem minha autorização. Também acho que no caso de artistas como RC que se expõe em suas letras o que seu publico deve saber é só o que consegue captar nas entrelinhas. Como Renato Russo, sendo que este era muito mais derramado e direto.
Não conheço a biografia, nem o biografo, mas se há a expressão "não autorizada" em sua capa é porque o biografado não se sentiu à vontade com sua publicação.
Acredito, pelas palavras da Alessandra Alves, que não havia nada de desabonador no livro, ou nada tão desabonador quanto "Gordinhas"; "Mulher de Óculos"; "Verde Amarelo" ou "O Grude" e "Mulher baixinha" que o prórpio RC cometeu contra sua carreira e que estas sim, vão manchar sua biografia "oficial".
Fico chateado por não poder ler o livro pra tirar minhas proprias conclusões.
Se bem que não entendo também biografias de pessoas vivas, mas deixa isto prá lá.
Nada vai justificar esta atitude de RC.
Ah! e Alessandra lembra que eu disse estar "amadurecendo" um post sobre ele? Então apodreceu. Eu descobri Woody Herman, pirei.

Anonymous said...

Acho que me esprecei mal quando disse alguns posts acima. O que acontece é que quando ele vem aqui fazem uma festa desproporcinal a vontade dele, sim ele gravou "Meu pequeno Cachoeiro" é de um compositor capixaba (Raul Sampaio não tenho certeza). Dizem coisas como o REI Capixaba, como se ele fosse um legítimo "produdo da terra" e defendece mortalmente o estado, ele não precisa fazer isso ninguem é obrigado a fazer esse tipo de coisa, mas fora do ES ele simplismente não mostrar qualquer ligação com sua "doce terra em que nasceu". Não é tudo culpa dele é verdade acho até que é mais uma tentência de sua época visto que outros artistas tem uma relação semelhante a dele. No fundo acho que a culpa não é dele basicamente ele só nasceu aqui e se fazem disso um acontecimento, maior que o necessário, a culpa não é de todo dele.

Anonymous said...

Ops: Felipe Atch

Anonymous said...

Ops: Felipe Atch

Gustavo Alves said...

Brou,

Não entenda isto como depressão, não mesmo. Mas uma das verdades que acredito é que a vida traz mais desilusões do que admirações.

Como já dito, pessoas são imperfeitas e acredito que as oportunidades da vida permitem as possíveis "cagadas".

Sem NENHUM cunho político: o Zé Paulo de Andrade comentava a muitos anos que a reputação do PT seria colocada em prova quando estivesse no poder.

O Pelé já deu motivos de sobra para deixar de ser querido. Bobagem, continua sendo considerado o melhor de todos os tempos, e vive na corda-bamba financeira.

Não vou fazer o papel de advogado do diabo, mas quanto mais passa o tempo, menos quero julgar os outros. Não sei tudo que está passando com os outros. Talvez o incômodo fosse realmente grande, a ponto de motivá-lo a batalhar. E às vezes, pôr tudo a perder.

Só sei de uma coisa: espero nunca me decepcionar comigo.

DANIEL PEARL said...

O noticiário internacional dos jornalões é editado de forma que depõe contra o próprio jornalismo, seja através da manipulação da informação ou mesmo pelo silêncio comprometedor. O Brasil não fica atrás, nossa mídia é hoje conhecida como “GOLPISTA”. Veja a situação do jornal O Globo, voltou a incentivar a discórdia entre países sulamericanos. A manipulação da informação chega as raias da imbecilidade, como é o caso de Reinaldo Azevedo, pau-mandado da Elite Paulista, disse em seu blog (da Veja): "Lula construiu até hoje um único presídio, o de Catanduvas". Tem credibilidade um jornalista como esse? Ou é um mentiroso a serviço da oposição, ou é um ignorante desinformado. O que a mídia golpista não pode desfazer é as conquistas do governo Lula, em 30 anos de luta após o início do movimento de reorganização sindical no Brasil, a classe trabalhadora vive agora o seu melhor período de vitórias. Leia tudo no DESABAFO PAÍS: http://desabafopais.blogspot.com. Com cara nova.

Alessandra Alves said...

ron groo: cruel, muito cruel sua observação sobre as "máculas" na carreira do homem.

quanto a ele se sentir pouco à vontade com a publicação, acho discutível. em nenhum momento ele contestou o teor do livro, apenas o fato de se sentir prejudicado por alguém estar lucrando com sua história, que ele considera um patrimônio exclusivo. é exatamente isso que eu contesto. você foi em um ponto fundamental: sem ter acesso ao livro, não dá para saber quem razão, né?

felipe: putz, esse é o tipo de coisa que eu acho complicado cobrar das figuras públicas, esse apreço manifesto pela terra natal. puxa, o cara está fora de seu lugar de origem há mais de quarenta anos, ou seja, já viveu mais tempo longe do espírito santo que aí. há associações emocionais complexas como, por exemplo, uma infância de dificuldades e sofrimentos associada a um lugar e uma vida adulta de glórias e conquistas, vivida em outro. nem sei se é o caso, mas vejo muita gente, sem ser celebridade, com rancor em relação a seu lugar de origem não por desprezo, mas por essa associação.

gustavo: brou, acho prudente e equilibrado não querer julgar os outros, mas acho que a própria atitude do cara já contém em si um julgamento. ao entrar com ação contra o autor, ele julgou que o jornalista e escritor está se locupletando de algo que ele julga seu. nesse sentido, o julgamento do público e da mídia é uma resposta a isso. figuras públicas ficam sempre sujeitas ao julgamento de seus atos, acho que não tem muito jeito de se diferente. acho muito diferente julgar um famoso porque ele casou e descasou e depois casou de novo, algo que só diz respeito a ele e às pessoas envolvidas, que têm um relacionamento próximo a ele, de julgar uma atitude como essa, que prejudicou um número considerável de gente (não foi só o autor, concorda?).

daniel: entendo que seu manifesto é um spam, mas tudo bem. quem quiser ler o que você escreveu, fica o link.

PADDOCK FÓRMULA 1 said...

Olá Alessandra eu sou uma entusiasta de automobilismo, e também tenho um blog, mas este é só de automobilismo.
o endereço é: www.paddockformula1.blogspot.com
adorei seu blog... espero sua visita!!
Abraço!
Sheila Melissa - São Paulo -SP

Andréa N. said...

Eu tenho o maior bode do Roberto Carlos, sempre tive, entao vc ja sabe minha opiniao. Babaca que todo mundo chama de rei. Ele ta longe, pra mim, muito longe de ser isso.

Teo said...

É, Alê, pra mim, que sou fã de carteirinha do "rei" (agora em minusculas e entre aspas, como bem orienta o Panda)e sempre o defendi contra as costumeiras patrulhas anti-brega e afins, agora fiquei sem defesa. Defendê-lo musicalmente é fácil demais, mas encontrar justificativa pra essa atitude, só o reflexo dos TOCs ou outras paranóias que faz tempo, percebemos no "rei".
O que mais me deixa puto é ter lido o livro e conferido o trabalho espetacular do autor, que gastou 10 anos de sua vida pesquisando e escrevendo o que considero um trabalho biográfico aparentemente muito bem embasado, consistente, enfim, sem comparação. Mais, a gente percebe desde o prefácio o amor e admiração que o Paulo Cesar tem pelo Roberto, ele fez isso porque pra ele, o "rei" era Rei. Uma pena, lamentável, triste.
Uma pessoa que a gente admira, que considera um Rei (com caixa alta, sem aspas)fazer uma coisa dessas, não tem majestade que segure, é uma super decepção. To com sua mãe, disco dele, não compro mais nem pirata. E livro do Paulo, comprarei todos.

Luizano said...

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/05/03/295606315.asp

O link acima é de uma matéria que saiu no site da Globo, na qual o Paulo Coelho critica a atitude do RC junto ao autor da biografia.

Na minha humilde opinião agora o RC se lascou mesmo, ser criticado pelo Paulo Coelho, ninguém merece....

Alessandra Alves said...

sheila: vou lá!

andréa n.: mas o que te irrita tanto no homem, mulé? serão os erros do seu português ruim?

teo: significativo à beça seu comentário. pois é, todo mundo comenta o respeito e a devoção do autor em relação ao artista, foi triste de se ver isso. tomara que o paulo césar baixe por aqui um dia desses. acho que ele ia gostar de ler o que você escreveu. aliás, se você não leu "eu não sou cachorro, não", corra! vale muito a pena.

luizano: pensou? ser desancado assim por um bruxo? credo em cruz, pé de pato, mangalô três veiz!

Anonymous said...

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Anonymous said...

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